segunda-feira, novembro 27, 2006

Estudo revela que 33% das mulheres brasileiras sofrem algum tipo de abuso sexual

Por Vantuir Calixto
“A vítima, uma adolescente de apenas dezesseis anos de idade. O autor da agressão, o padrasto, de 22”.Esse é somente mais um caso de violência sexual que mulheres de toda parte do Brasil sofrem a cada dia.

Um estudo realizado recentemente pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a América Latina (PNUD), revelou que 33% das mulheres entre 16 e 49 anos de idade sofrem algum tipo de abuso sexual na passagem da fase de adolescente para a fase adulta.

De acordo com dados do Ministério da Saúde 12 milhões de mulheres são estupradas anualmente, mas apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento da sociedade. Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estima que 1 milhão de crianças são violentadas no mesmo período e também sem nenhum tipo de conhecimento da sociedade.

O estudo ainda revela que atualmente a violência sexual contra a mulher é visto como um dos principais problemas vivido por elas, tanto no âmbito familiar como no social e profissional, podendo esses tipos de agressões, tomar várias formas, como agressão física, ameaça, insultos, e danos a bens pessoais.

Segundo a enfermeira Aurélia Del Carmen Alvarez Mondoca, funcionária do Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher (Casim), o atendimento as pessoas que enfrentam situações dramáticas como à violência sexual não é tarefa fácil, já que também nesses casos familiares também são envolvidos.“As vítimas desse tipo de agressão sofrem muito, assim como sofrem seus maridos, filhos e pais, pois todos acabam sendo envolvidos”, diz.
“Por mais que os profissionais da área de saúde tentem se manter a uma certa distância desses dramas é impossível não se envolver ou não se abalar com esses casos. Eu mesma, depois de alguns anos trabalhando nessa área, desenvolvi uma úlcera”, recorda Aurélia.

O estupro é considerado um dos crimes mais violentos, classificado como (crime hediondo). Previsto pelo Código Penal Brasileiro, o estupro é a penetração de pênis em vagina sem o consentimento da mulher. As outras formas de violência sexual, inclusive as praticadas contra homens, são classificadas como atentado violento ao pudor, apesar de algumas popularmente serem chamados de estupro. Também é estupro a violência sexual praticada após o agressor fornecer drogas para a vítima, a fim de deixá-la inconsciente.

sábado, novembro 25, 2006

Ser emo, eis a questão


Sabrina Corrêa

É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. Usam franjas longas caídas no rosto, munhequeiras e um cinto diferente. Os meninos não se incomodam de usar rosa e as meninas misturam o figurino delicado com algumas peças ousadas como meia arrastão. Esses são os emos. Eles se definem como um grupo de adolescentes sensíveis, carinhosos e que se emocionam ao ouvir músicas emocore, que falam de amores perdidos e até mesmo a rejeição dos pais. É comum ver em grupos demonstrações explícitas de carinho, como pessoas do mesmo sexo se abraçando e beijando em público. O emocore é uma vertente do rock e do punk que se caracterizam com um som pesado, mas com letras românticas. A faixa etária dessa tribo é entre 14 aos 20 anos.

O que chama a atenção dessa moçada é o estilo de roupa usada por eles. O look é que atrai os novos emos para o grupo. Eles usam roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. “O jeito de vestir é que me chamou a atenção, é cheio de contrastes e tem muito mais estilo” diz Lucas Bellei de 17 anos. Apesar de todo esse estilo existem pessoas que curtem o gênero apenas por gostar do estilo da música, segundo Camila dos Santos de 17 anos. “Gosto das músicas e com elas consigo demonstrar os meus sentimentos, mas não é por isso que vou ficar chorando e me mostrar depressiva”. Sua banda preferida é The Used.

O termo emo surgiu com base do gênero musical emotional hard core, que apareceu na década de 1980 em Washington. O termo foi aplicado as bandas do cenário rock que tocavam letras poéticas e românticas. As bandas Embrace e Hits of Sping são as que demonstravam o estilo na época. É interessante colocar que essas bandas não se definiam como emos, pois esse “rótulo” era visto como uma piada e com sentido pejorativo. Aqui no Brasil, o gênero se estabeleceu com forte influência norte-americana em meados de 2003, principalmente na cidade de São Paulo, mas que agora se estende por todo o país.

Por demonstrar com facilidade os seus sentimentos, os emos são alvo do preconceito. Para Guilherme Moraes, 21 anos, ser emo é fruto de mais uma moda. “Sem ofensas, seja os emos ou qualquer moda, participando delas por participar indica uma falta de personalidade e graças à Deus uma hora a moda passa”. Para algumas pessoas ser emo é sinônimo de homossexualismo, pois a franja colocada de lado denota uma certa ambigüidade sexual. Para Liliane Araújo, 19 anos, é indiferente a opção sexual do jovem, sendo homossexual ou não, vamos aceita-lo no grupo, sem problema algum. Mas não são todas as pessoas que pensam assim. Como o preconceito é muito grande, Liliane diz que já presenciou brigas em um shopping de Campinas. O emos garantem ser pacíficos, ele não procuram brigas, o objetivo deles é lutar por um mundo sem violência segundo Liliane.

Para encontrar essa turma, a dica é ir nas tardes de sábados no shopping Dom Pedro, em Campinas, local preferido dos emos. E uma outra fonte para conhecê-los melhor são as comunidades do Orkut como “Eu sou Emo sim, e daí?”.

Nx Zero volta a Campinas



Tailaina Godoi

Um mês depois da última apresentação em Campinas, o Nx Zero estará presente novamente na cidade fazendo o melhor de seu som. O show acontecerá na Usina Royal dia 7 de dezembro. O resto da noite será embalado pelo CPM 22.

O Nx Zero é um grupo paulista composto por cinco jovens de 20 e poucos anos que resolveram formar uma banda em meados de 2001. Fazendo sons que misturam o subterrâneo do rock e a melodia do hardcore, suas músicas falam menos da emoção e mais das viagens interiores dos próprios músicos.

Thiago Tukaça de 21 anos curte a banda há três anos e, apesar de ser um grande fã, nunca havia ido a um show da banda. “Eles estão muito ‘famosinhos’ e isso, de certa forma, estraga a imagem deles. Prefiro o primeiro CD, ta bem mais a cara deles”, diz.

Para Di Ferrero, vocalista do Nx Zero, a internet é o básico para qualquer banda iniciar seu sucesso.“Na MTV conseguimos veicular um clip independente, e eu estou muito feliz por fazer parte disso, afinal nosso sucesso surgiu a partir da TV”, relata o vocalista sobre o grande sucesso que a banda está fazendo.

Já o baixista Fii Ricardo disse que com a MTV a banda conseguiu o destaque esperado.“Conseguimos que uma banda independente veiculasse um clip a nível nacional, e assim trazer um público diferente ao NxZero. Assim que as pessoas vêem o clip procuram o som da banda na Internet e isso fez com que agente chegasse ao ‘sucesso’”, afirmou o baixista.

Ao questionar os integrantes da banda se eles são ou não uma banda EMO, o guitarrista Gee Rocha e o baixista Fii Ricardo disseram: “Você me pergunta se somos uma banda EMO e eu te pergunto ‘O que é EMO?’, à partir do momento que você conseguir explicar o que é posso te responder afinal, nem agente sabe o que é isso”. Já o baterista Dani Weksler falou: “Nunca somos ou fomos uma banda EMO, temos nosso próprio estilo, o estilo NxZero”. Afirmou.


Confira aqui as fotos do último show da banda em Campinas.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Mulheres perdem vergonha e buscam a cirurgia da intimidade

A cirurgia íntima está sendo cada vez mais procurada por mulheres nos Consultórios Ginecológicos. Segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgia e Estética cerca de cinco mil mulheres procuraram a cirurgia nos últimos cinco anos, devido à hipertrofia dos pequenos lábios vaginais e disfunção hereditária ou adquirida.

A cirurgia plástica íntima é uma forma de diminuir, aumentar, clarear e escurecer os lábios das genitálias femininas. Segundo o cirurgião plástico Mário Miranda as mulheres procuram esse tipo de cirurgia quando estão insatisfeitas com o seu corpo. “ Elas procuram porque têm vergonha de suas genitálias, muitas deixam até mesmo de ter relações sexuais por causa disso. A cirurgia vem sendo importante para aumentar a auto estima das mulheres”, afirma o cirurgião.

A empresária M. F. R afirma que nunca gostou do seu órgão sexual, por isso depois de ler sobre o tema na internet resolveu procurou a cirurgia. “ Meu marido nunca reclamou da minha genitália, mas ela me incomodava, a achava muito feia, achava que tinha os lábios muito grandes. Um vez estava navegando pela internet e vi sobre o assunto, me interessei e resolvi procurar um cirurgião plástico. Fiz a cirurgia e estou muito feliz com o resultado”, relata a empresária.

Mário Mirando lembra da importância de procurar um cirurgião especializado para fazer esse tipo de cirurgia. “ É importante procurar profissionais qualificados para se fazer uma cirurgia íntima, já que se ocorrer alguma anormalidade a mulher pode perder ou diminuir o prazer sexual”, comenta o cirurgião.

Para o sexólogo Oswaldo Rodrigues Júnior a cirurgia íntima se deve as razões emocionais e de distorção de percepção corporal com tentativa de adequação estética do corpo a padrões idealizados. “Esta distorção é um mecanismo neurótico e que pode ser preciso um tratamento direcionado a problemas emocionais e não cirúrgicos. Quando uma mulher procura uma cirurgia estética com finalidades de adequação real a uma situação existente, ainda podemos ponderar o mecanismo na situação de adequação. Um exemplo pode ser o do parceiro que se incomoda com o aspecto visual ou tátil da genitália e exige que ela se modifique”, diz o sexólogo.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Guitarristas Virtuais - Roniel Felipe

Solos, distorções, cabeças balancando freneticamente e pedidos de bis de uma platéia insandecida. Esses elementos típicos de grande show de Rock têm se tornado comuns nas salas e quartos do Brasil graças ao Guitar Hero, um simulador musical para o Playstation 2 e que cada vez mais tem conquistado novos roqueiros virtuais na terra do samba e do futebol.

O principal atrativo do jogo lançado em novembro do ano passado, e que recentemente ganhou uma nova versão, é uma guitarra plástica que simula as seis cordas do instrumento original, além da alavanca de trêmulo. Durante a partida, os movimentos exatos das notas são exibidos no televisor em conjunto com uma trilha sonora composta por clássicos de bandas como Kiss, Black Sabbath e Gun´s Roses, entre outros. Cabe ao "guitarista real" imitar os movimentos e entrar no clima de uma grande performance musical.

O auxiliar de produção Marco António Santos, 26, está entre milhares de brasileiros que se apaixonaram pelo estilo musical após conhecer o game produzido pela RedOctane ."Antes eu nem curtia Rock, era mais chegado em pagodão. De uns tempos pra cá, eu tenho ouvido muito Rock e até penso em comprar uma guitarra de verdade para aprender a fazer o que faço no jogo", afirma o jovem que dedica 6 horas semanais para o Guitar Hero.

Para os familiarizados com o estilo musical e apaixonados por videogames, a experiência é ainda mais prazerosa. O diagramador e arte-finalista, Maurício Chioro, 24, afirma que o país é um campo fértil para esse tipo de simulador. "O Brasil é um país eclético musicalmente. O povo parece que tem um tino músical, não importa o gênero. E o rock é algo que contagia, que emociona. É uma experiência quase inevitável e só não é guitarrista virtual aquele que possui uma aversão total ao rock/metal", completa.

Para Gabriel Marques Silva, 29, que se se empolgou logo da primeira vez que ouviu falar do simulador, o segredo do sucesso está na variedade musical apresentada. "Uma grande sacada é reunir os diversos estilos do Rock. Eu que curto Heavy Metal realizo um sonho de tocar Bark at The Moon solando como Randy Roads ao mesmo tempo. Acho uma delícia dedilhar como Billy Gibbons do ZZ Top. No final, acabo aprendendo a gostar de outros estilos", conclui o analista de suporte.

quarta-feira, novembro 22, 2006

História dos The Doors vira livro

Lançado nos EUA o livro “The Doors by The Doors” com memórias da banda de rock mundialmente conhecida The Doors e de seus quatro integrantes: John Densmore (bateria), Robby Krieger (guitarra), Ray Manzarek (órgão e piano) e Jim Morrison (vocal). “The Doors by The Doors” escrito pelo jornalista Ben Fong-Torres, sem previsão para lançamento no Brasil, reúne depoimentos de familiares do já falecido vocalista e dos outros integrantes ainda vivos.

The Doors misturava em suas músicas diversos ritmos, com letras que simbolizavam rebeldia e revolta e que em sua maioria eram de autoria de Jim Morrison. A polêmica banda de rock formada em meados dos anos 60 lançou ao todo sete álbuns e mais dois após a morte de Jim Morrison em 1971. Segundo o site oficial do The Doors no Brasil, a música de mais sucesso do grupo é a Light my fire.

A biografia da banda já foi retratada no filme “The Doors” de Oliver Stone, embora para fãs como Dirleison Souza, vendedor de discos da galeria do rock em São Paulo, o filme retrata somente a vida turbulenta do grupo e principalmente o lado mórbido de Jim Morrison. Mostra-o como a figura de um super astro do rock drogado, alcoólatra e violento. “Jim Morrison era poeta, compositor e cantor. Fazia muitas críticas e enfrentava a polícia e a censura. Não era só um cara demente sem conteúdo como o filme mostra”, afirma Dirleison.

O vocalista Jim Morrison após se formar na Universidade da Califórnia em Los Angeles foi quem decidiu formar a banda rock. Além de compositor e cantor, Jim Morrison era poeta. Teve ao todo cinco livros escritos e oficialmente editados. São eles "The Lords" (Editado em 1969), "The New Creatures" (Editado em 1969), "An American Prayer" (Editado em 1970), "An American Prayer" (Editado em 1983), "The American Night" (Editado em 1990).

Jim Morrison aos 27 anos mudou-se para Paris com sua esposa Pámela Courson para se concentrar em suas composições, mas de acordo com informações do site oficial brasileiro dos The Doors, Morrison “nada fez além de escrever notas de suicídio e encher a cara”. Em 03 de julho de 71, quatro meses depois que se mudou para a cidade, o cantor foi encontrado pela esposa morto dentro da banheira do apartamento do casal.

Segundo laudo oficial o motivo do falecimento foi ataque cardíaco, mas há controvérsias, pois para alguns fãs e especuladores o real motivo da morte de Morrison foi overdose de Heroína. O túmulo de Morrison está no cemitério Père Lachaise e segundo o site rockwave o sepulcro de Jim Morrison é considerado a quarta atração turística mais visitada da França.

Renata Rocha

terça-feira, novembro 21, 2006

Brincar com bonecas não está mais na moda


Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada ano, mais jovens engravidam numa idade em que outras ainda dormem abraçadas com o ursinho de pelúcia. Casos extremos de meninas com dez e doze anos, que já freqüentam postos de saúde em busca de exames pré-natal, exemplificam o quanto a iniciação sexual está cada vez mais precoce.

Outro dado importante que o IBGE mostra é que desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%, o que corresponde, em números, a 700 mil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. A maioria dessas jovens, não tem condições financeiras e emocionais para assumir essa responsabilidade. Isso acontece em todas as classes sociais, mas principalmente em populações mais carentes pela falta de instrução e orientação. O medo da gravidez leva muitas adolescentes procurarem pelo aborto clandestino, que pode ocasionar esterilidade ou até mesmo morte.

A psicóloga Marisa Morales acredita que “a liberação da sexualidade, desinformação, precariedades das condições de vida e a influência dos meios de comunicação são os maiores responsáveis pelo aumento do número de adolescentes grávidas”.

O Centro de Saúde São Quirino, em Campinas, atende anualmente 180 gestantes. A coordenadora e enfermeira Nicéia de Cássia Aleixo Dias considera fundamental a orientação para as futuras mães. “A gravidez na adolescência é de alto risco. Daí a importância do pré-natal para evitar complicações. As gestantes têm em média seis consultas pré-agendadas, atendimento odontológico, imunização e exames de rotina. A maioria dos partos são realizados na Maternidade de Campinas e no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Após o recebimento da Declaração de Nascimento realizamos a visita domiciliar para avaliação e orientação”, afirma.

Como forma de conscientização e prevenção, organizações e institutos investem em campanhas de alerta, que oferecem informação sobre AIDS, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, além de reforçarem a importância do uso da camisinha, que possui distribuição gratuita em postos de saúde. Já as escolas municipais e públicas, são incentivadas a adquirir programas de capacitação aos professores para que orientem os alunos e falem abertamente sobre sexualidade.


Renata Cury

Profissional do sexo abre empresa com dinheiro da prostituição

A profissão das prostitutas é uma das profissões mais antiga do mundo, elas atravessaram os séculos exercendo sua profissão, passando por cima de preconceitos, discriminações, violências e agressões que partem de todos os lados. Com o passar dos anos muitos homens também passaram a buscar no prazer uma forma de sustentação, como é o caso de Richard -nome fantasia- Alcântara que trabalha há 7 anos em São Paulo como garoto de programa e foi com o dinheiro do “prazer pago” que ele montou a sua empresa.


De acordo com a Wikipédia a prostituição consiste numa relação sexual entre pessoas em que o objetivo da relação não é o afeto ou o desejo recíproco, mas sim o ato de proporcionar prazer sexual em troca de dinheiro ou outro tipo qualquer de benefício. Segundo Richard os profissionais do sexo muitas vezes começam a trabalhar por estar desempregado, assim o sexo torna um serviço extra entre os demais serviços sem registro. “Comecei a trabalhar com a prostituição por falta de emprego, porque antes eu não tinha trabalho fixo, eu vivia de vários ‘bicos’”, comenta.


Depois de 1 ano de trabalho como profissional do sexo Alcântara percebeu que em pouco tempo ele tinha formado um bom capital, e durante 4 anos guardou o dinheiro arrecadado com a prostituição e montou uma empresa que presta serviços automobilísticos para outras empresas. “O processo de abrir a empresa foi lento, pois precisei arrumar um sócio para não deixar minha profissão sexual”, afirma. Ele diz também que além do sócio foi necessário aplicar cerca de trinta mil reais para conseguir abrir sua empresa.


A empresa funciona faz dois anos e mesmo com uma pequena clientela o profissional do sexo diz que o lucro arrecadado fica em torno de mil e quinhentos reais para cada sócio. Mesmo arrecadando uma boa quantia com a empresa, Richard continua trabalhando como profissional do sexo para complementar a sua renda. “Eu continuo trabalhando porque acredito que o meu dinheiro seja digno...porque não seria? Dou o meu trabalho em troca do dinheiro”, revela.


O garoto de programa não se sente incomodado com a sua profissão, mas confessa esconder sua verdadeira identidade para não atrapalhar os negócios na empresa. “A sociedade encara o profissional do sexo como um ladrão, não somos um ladrão, somos um trabalhador que preferimos misturar o trabalho com o prazer”, afirma. Hoje alguns profissionais do sexo, que também encaram a prostituição como um trabalho, formam Ongs e pequenas empresas valorizando esta profissão.

Patrícia Moura

sábado, novembro 18, 2006

Detonautas deixa todo mundo FELIZ no Wet`n Wild



Vocalista e baixista homenageiam ex-guitarrista da banda assassinado há 4 meses
Detonautas Rock Clube leva quase 4 mil pessoas ao Parque Aquático Wet`n Wild, no último sábado, à tarde. Os fãs que compareceram puderam se deliciar nas piscinas, e pular junto com a banda composta por DJ Cleston, Fábio Brasil, Renato Rocha, Tchello e Tico Santa Cruz que tocou as músicas Você me faz tão bem e Dia comum, do novo CD, e agitou ainda mais a galera com seus maiores sucessos Olhos certos, Tênis rock, Quando o sol se for, Só por hoje, e é claro Outro lugar, primeira música de trabalho da banda.
O público foi ao delírio quando, durante a música Outro lugar, o baixista Tchello tirou a camisa e mostrou a tatuagem que fez nas suas costas da imagem do rosto do ex-guitarrista da banda Rodrigo Netto, e Tico mostrou a sua tatuagem da assinatura de Rodrigo - assassinado em julho, no Rio de Janeiro, em um assalto. Tico Santa Cruz ainda lembrou as palavras de Renato Russo “Há tempos, nem os santos têm ao certo a medida da maldade. Há tempos são os jovens que adoecem... Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem”.
O carisma dos integrantes é o destaque da banda. Após o show, eles receberam fãs no camarote, e na saída ainda ficaram um bom tempo conversando com os que os esperavam do lado de fora. Tudo isso pode ser percebido na sinceridade das letras que dosam agressividade e doçura, peso e melodia, e diferenciam o Detonautas das demais bandas. Tico Santa Cruz contou após o show, que sente um grande prazer em fazer shows na região de Campinas, por isso sempre acabam voltando.
A história do Detonautas Rock Clube se mistura com o início da febre da internet no Brasil. Tico Santa Cruz entrou em uma sala de bate-papo perguntando se alguém tocava algum instrumento, e encontrou Tchello. Aos poucos a banda foi se completando, e por este fato curioso, a banda ganhou o nome Detonautas = detonadores + internautas.
Já a relação da banda com o interior paulista vai mais além dos shows que ela sempre faz por aqui. No final de 2004 Detonautas gravou seu primeiro DVD-Ao vivo em Campinas. O show foi eletrizante, lotado, e o resultado não poderia ser outro. O DVD foi um sucesso nacional.

GHB: do crime às raves


Festas de músicas eletrônicas são templo de drogas
Marina Mueller

“No início é muito bom”, como relata a adolescente D.M.G., “mas depois de algumas horas, me faltou ar e achei que iria morrer”. Essa é a sensação de quem utiliza a nova droga do “momento”: o gama-hidroxibutirato (GHB).

A euforia, a tontura e o bem-estar. Tudo que um “baladeiro” quer sentir durante uma festa. Por isso, muitos jovens procuram o GHB. Mas o quê eles não sabem, ou descobrem tardiamente, são as conseqüências sérias que a droga proporciona após ser ingerida. “Mesmo em doses pequenas, ele pode causar problemas respiratórios e cardíacos, ocorrendo a possibilidade do paciente entrar em coma”, diz o Dr. Ronan José Vieira, chefe da Emergência Clínica no Hospital das Clínicas da Unicamp.

O gama-hidroxibutirato (GHB) surgiu no início da década de 1990 do século XX como uma droga de abuso sexual. Pois, pelo fato de não ter gosto, ela pode ser colocada propositalmente em alguma bebida e não notada ao ser ingerida. Nos Estados Unidos, por exemplo, a droga é proibida e a circulação interna em laboratórios é controlada pelo FBI.

“Já vi muita gente ficando louca na balada, mas eles não tem noção nenhuma do que estão usando”, conta Natan Dias, freqüentador assíduo das conhecidas festas eletrônicas. Ele fala que mesmo freqüentando esses ambientes, ele não sente necessidade em utilizar nenhum tipo de droga. “Acredito que não precisamos disso para curtir uma balada, mas infelizmente as raves se tornaram sinônimos de lugares para se drogar”, afirma Natan.
Drogas sintéticas oferecem perigo ainda maior
As drogas estão presentes no mundo desde 5400 a C, onde se tem a primeira evidência de um resíduo de vinho encontrado no Irã. Porém, hoje as drogas se espalharam por todos os cantos do mundo. Tiveram alterações em fórmulas e nos efeitos que elas causam no organismo humano.
A maconha e a cocaína dividem espaço nos mercados da droga como as novidades sintéticas. O maior exemplo hoje desse tipo de droga é o ecstasy, muito usado em festas “raves”. Segundo dados da Polícia Civil de Campinas a apreensão de ecstasy aumentou quase 300% neste ano em relação ao ano anterior.
Os efeitos desse novo tipo de droga são piores do que as drogas “naturais”, como a maconha, pois eles atingem diretamente o sistema nervoso central do usuário. Segundo a farmacêutica Aline Pierozzi, as drogas atuais são de maior efeito viciante. “A grande quantidade de química encontrada nessas novas drogas faz com que o usuário se vicie de forma mais rápida e sinta a necessidade de consumi-las novamente”, afirma.
O perigo que as drogas sintéticas trazem ao corpo de quem é consumidor não se resume apenas nos danos físicos, mas também gera distúrbios mentais e de comportamento. Podem causar depressão e isolamento nos consumidores desse tipo de droga.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Cazuza ainda vive

Vocalista da banda Cazuza Rock Brasil Rodrigo Amaral

O cantor Cazuza, como era chamado pelo pai por significar moleque no Nordeste, continua a influenciar e agradar as pessoas das novas e velhas gerações. Prova disso é a banda cover Cazuza Rock Brasil de Valinhos, que desde setembro de 2005 faz shows pela região metropolitana de Campinas. A banda começou por iniciativa do vocalista Rodrigo Amaral que pensou em fazer algo beneficente ligado à Sociedade Viva Cazuza. Até pouco tempo atrás essa iniciativa não estava completa. O grupo conseguiu há algumas semanas o apoio da sociedade Viva Cazuza, com isso metade do cachê arrecadado nos shows vão para crianças e jovens portadores do HIV (Human lmunnedeficiency Virus).
A banda se destaca pela semelhança do cantor Rodrigo Amaral com Cazuza e pela sua atuação no palco. Prova disso, é que o cantor mudou o visual, perdeu muito peso e até canta com a língua presa, marca registrada de Cazuza. Assim como nos shows de Cazuza, na parte dedicada às músicas lentas, o cantor sai de cena durante solos musicais e volta com outro visual levando o publico ao delírio.
Segundo o guitarrista da banda Vitor Fiori, Cazuza ainda encanta as gerações por suas letras de protesto social e políticos ainda muito atuais. E a principal mensagem que o cantor nos deixou foi o amor ao próximo, haja o que houver. O também músico Oswaldo Vadico, 31 anos, diz que não perde um show da banda. “Gosto deles atuando, me sinto realmente no show de Cazuza”.
Com Vitor Fiori na guitarra e backing vocal, Marcelo Piva na bateria, Eduardo Estriser no baixo e Rodrigo Amaral nos vocais a banda lota as casas noturnas por onde passa. A média de três shows por mês sempre supera as expectativas dos estabelecimentos. Na última apresentação estiveram presentes mais de 400 pessoas no Yavosk Eventos em Valinhos. Para quem quer conferir o próximo show é só estar presente no Barril da Máfia, em Campinas, no dia 30 de novembro a partir das 22 horas.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Aumenta o número de casos de AIDS na terceira idade em Campinas

Segundo estudo da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, o aumento de casos de AIDS entre pessoas com mais de 50 anos foi de três vezes no período de 1991 a 2004. Em 1991, eram seis casos nesta faixa etária. Já em 2004, este número passou para 26.

O aumento pode estar associado a dois fatores: o primeiro se refere à melhoria da qualidade de vida na terceira idade, em que as pessoas chegam neste período com muito mais saúde e podem viver mais com a doença. E o segundo, aos medicamentos específicos para a área de disfunção sexual, que possibilitam uma maior atividade sexual entre as pessoas com mais de 50 anos. A coordenadora do Programa Municipal DST/ AIDS da Secretaria de Saúde de Campinas, Maria Cristina Januzzi Ilario, explica que “as pessoas da terceira idade preservam a sexualidade mesmo depois dos 65 anos, mas muitas vezes não se preocupam com a prevenção e estão desinformadas do risco da AIDS, acabando por transmitir o vírus aos parceiros fixos”.

Outro dado importante que o estudo da Coordenadoria de Vigilância mostra é que nas primeiras décadas da AIDS em Campinas, o vírus era muito mais comum entre os homossexuais e bissexuais. Hoje, os casos de AIDS são mais freqüentes entre os heterossexuais, com um aumento da participação das mulheres de 20 a 25 anos.

No entanto, o número de casos de AIDS entre adultos, na cidade de Campinas, se estabilizou desde três ou quatro anos atrás. A partir deste período, o índice se manteve em 40 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Hoje, a cidade tem um total de 4.397 casos do vírus. “Campinas tem se comportado como um município de vanguarda para se colocar novos olhares sobre a doença”, afirma a coordenadora Maria Cristina. Ela também explica que essa estabilidade se deve ao sucesso das campanhas de orientação e prevenção à AIDS na cidade.

Maria Cristina ressalta que não há mais um grupo de risco. “Toda pessoa sexualmente ativa que teve uma relação desprotegida, está correndo risco. Quanto mais cedo a pessoa fizer o exame para saber se está ou não com AIDS, mais cedo se consegue tratar a doença”, complementa.

Grasiele Gerondi

terça-feira, novembro 14, 2006

Robert Plant lança DVD


A gravação intitulada "Robert Plant and the Strange Sensation" tem um pouco mais de uma hora e foi gravada durante um show do ex-led Zeppelin em 2006. No álbum tem clássicos do Led como "No Quarter", "Black Dog", "Whole Lotta Love" e "Four Sticks".

“O DVD virá para acalmar os ânimos dos fãs do Led Zeppelin, que há tempos não recebem nada de novo vindo dos caras, mas eles não podem se animar muito, pois essa é mais uma coletânea da época de ouro dos caras... não tem quase nada de novo”, diz o produtor musical William Gomes, que trabalha com rock’n roll há mais de 8 anos. Confirmando o que Gomes fala, o material conta com apenas uma música da carreira solo de Robert Plant e versões de clássicos como "Girl From The North Country", de Bob Dylan, e para "Hey Joe" conhecidíssima na voz de Kimi Hendrix.

Já para Klayton Fratoni, fã de carteirinha de Robert Plant e companhia, mesmo que o álbum seja mais uma coletânea de sons que fizeram história a idéia ta valendo principalmente para reafirmar a influencia que bandas antigas ainda exercem sobre o público mais jovem.O lançamento será em novembro nos EUA, ainda não há previsão para a chegada aqui no Brasil.



Claudia Paixão
claupaixao@hotmail.com

Jovem de classe média enriquece com tráfico de drogas

“ Vender droga é sinônimo de dinheiro fácil . Minha família é bem sucedida mas a riqueza que ganho com a droga me faz querer mais e mais”. A frase do estudante de administração de empresas, D.L.C, de 23 anos, explica porque jovens de classe média entram no tráfico de drogas para o fácil enriquecimento. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, a quantidade de estudantes de classe média que já usou a droga aumentou quatro vezes nos últimos dez anos. Esta ascensão também facilitou para que jovens da mesma classe social agissem como mediadores entre a droga e o usuário."Com o numero de viciados que tem hoje em dia tem negócio toda hora, todo dia , toda semana", disse D.L.C.

No mesmo estudo, foi constatado que cinco milhões de brasileiros usam regularmente a maconha e mais de trinta milhões já experimentaram. “Estes números ilustram bem o poder da droga no país. Experimentei maconha com 16 anos e nunca parei de fumar, mesmo sabendo que era um ato criminoso”, disse o professor de boxe T.J.Z, usuário há oito anos e que defende a legalização de todas as drogas no país. “A legislação brasileira precisa ser atualizada. Não é possível uma pessoa ser presa com um cigarro de maconha enquanto centenas de marginais assaltam e matam diariamente, sem sofrer qualquer tipo de sanção”, desabafou.

Recentemente o Senado aprovou um projeto de lei que acaba com a prisão para consumidores de droga. O texto da nova lei prevê aumento do tempo de prisão para traficantes e faz distinção entre eles e os usuários. O porte de drogas, porém, continua caracterizado como crime, mas usuários e dependentes estarão agora sujeitos a medidas socio-educativas e não mais à pena restritiva de liberdade.

Para a psicóloga Vanessa Fernandes, os males e os benefícios do consumo da maconha precisam ser mais divulgados para formar uma conscientização na sociedade. “É comum pacientes que marcam consulta para entender porque usam a maconha. Acredito que ela pode ter seus benefícios mas é necessário realizar mais estudos sobre seus males para apresentar com clareza a todos”, explicou Fernandes, que é contra a legalização das drogas. “Sou contra a legalização. Não acredito que irá melhorar o sistema anti-drogas do Brasil”.

Múltiplas finalidades
A maconha foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como erva medicinal em 1991. O Tetra Hidro Canabinol (THC), sua principal substância ativa, também é utilizada em laboratório para a produção de alguns remédios. Seu uso é comprovado nos casos de câncer, AIDS, esclerose múltipla e alívio da dor. Como matéria prima, o cânhamo, fibra do caule e dos galhos da planta, é usado na produção de mercadorias como tênis, papel, cosméticos, detergentes, fertilizantes, óleos, molhos comestíveis, jeans e até um tipo de queijo.

Leonardo Fermiano

domingo, novembro 12, 2006

O metal que vem dos céus

O estilo de rock heavy metal é tido pelo senso comum como “coisa do capeta”, tanto pelos artistas se vestirem com roupas extravagantes, quanto pelo som de guitarra estridente e pesado. Porém, este já foi incorporado por igrejas em todo o Brasil. Quem ouve pela primeira vez acha estranho, contudo os grupos de rock dentro dessas igrejas criaram o white metal – um gênero musical baseado no heavy metal –, mas com letras e melodias voltadas à pregação da palavra cristã.

Há mais de 12 anos em Campinas e com apresentações em igrejas e shows de música secular em todo o Brasil, a banda Os Aventurados é um exemplo de white metal. O vocalista do grupo, Adriano Rosa, conta que este novo gênero musical serve como uma ferramenta para desmistificar afirmações que giram em torno do rock, principalmente a de ser “algo infernal”. “É lógico que na letra a pessoa coloca o que quiser, mas pra mim a música é de Deus. A música é criada por Deus, e pode mudar situações através de uma palavra positiva”, explica Rosa.

O pastor estadunidense David Atkisson residiu por quatro anos no Brasil e hoje de volta aos Estados Unidos, convive com o universo religioso-musical brasileiro e norte-americano. Denominado pela igreja Presbiteriana, Atkisson enfatiza que a apropriação que as igrejas fazem deste gênero musical é positiva. E acrescenta: “Uma vez que eles (jovens e adolescentes) estão nas igrejas para escutar a música, vão ter a oportunidade de ouvir o evangelho. E assim talvez, ganhar fé em Jesus Cristo”.

Além disso, ele diz que o mercado de white metal nos Estados Unidos é tão forte que logo chegará com esta intensidade ao nosso país. “Há exemplos de alguns grupos que são cristãos e que fizeram uma passagem para o mercado da música secular. Alguns deles são muito bem sucedidos, como o Jars of Clay”, exemplifica. Atkisson cita também o U2, uma banda cristã que faz sucesso no mundo todo. “Mesmo não tocando metal, mas sim um pop-rock, o U2 faz com que milhares de pessoas ouçam suas músicas, pois estas têm uma boa mensagem no conteúdo das letras. E o mesmo já vem acontecendo hoje com estes novos grupos de white metal”, finaliza o pastor.

Guilherme Facio Guimarães

sexta-feira, novembro 10, 2006

O perigo da busca pelo corpo perfeito

A intensa busca pelo corpo perfeito tem levado os jovens a investirem uma grande quantia de dinheiro em academia, suplementos alimentares e tratamentos estéticos. O grande problema, entretanto, se dá quando esses jovens chegam a colocar em risco a própria saúde para alcançar a forma almejada.

Com a chegada do verão, esta busca cresce ainda mais e torna comum o uso de medicamentos que potencializem a prática de exercícios físicos, como os anabolizantes, por exemplo.

O instrutor de academia André Ramos explica que os jovens buscam na droga uma forma rápida para chegar ao corpo ideal. “Os anabolizantes aumentam a capacidade de sintetizar a proteína, responsável pela construção dos músculos. Esse fato, aliado à retenção de líquido na musculatura proporcionada pelo medicamento, é o que leva a um aumento de massa muscular de forma muito rápida”, indica.

Os anabolizantes são derivados basicamente do hormônio masculino, o testosterona. Segundo estudos realizados pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), o uso indevido desse medicamento pode acarretar inúmeros problemas, efeitos colaterais e reações adversas que variam de organismo para organismo e também de acordo com a dosagem e o tipo de produto.

O problema mais sério que o uso da droga pode trazer é o câncer. Nos homens, a utilização pode acarretar uma atrofia testicular, diminuição de espermatozóides, impotência sexual, queda de cabelo, acne e o aparecimento de “mamas”. Já nas mulheres, o consumo em grande quantidade pode causar a androgenia, mais conhecida como masculinização, que gera a atrofia nas mamas, engrossamento da voz, crescimento de pêlos, desregulamento na menstruação e até a esterilidade, entre outros.

O estudante Renato*, 21 anos, conta que comprou sua primeira dose de anabolizante, que usou durante dois anos, na própria academia. “Quando vi amigos que utilizaram e obtiveram resultados rápidos resolvi tomar um ‘ciclo’ (termo utilizado pelos usuários por ser aplicada de maneira intervalada), gostei do meu novo corpo e passei a fazer uso desses medicamentos”, afirma Renato, ao garantir que hoje, após ter adquirido mais informações (na faculdade de Educação Física) sobre os efeitos causados pela droga no organismo, deixou de usá-las.

Mesmo proibidos pela legislação, esses medicamentos são encontrados facilmente, até mesmo na Internet. No site de relacionamentos Orkut, são inúmeras as comunidades que oferecem informações e até indicações de onde comprá-los sem nenhuma burocracia. Em alguns casos, basta enviar um email para o endereço divulgado e em poucos “cliques” receber do vendedor o preço e a conta corrente onde o dinheiro deve ser depositado. A promessa é que a encomenda será entregue pelo serviço sedex dos Correios, mas por se tratar de uma negociação ilegal, é preciso sorte, pois não há garantias de que esta entrega acontecerá devidamente, causando além de tudo, prejuízos financeiros.


O nome de uma das fontes foi omitido para preservar a identidade do mesmo.

Carolina Pimentel

quinta-feira, novembro 09, 2006

O Teatro que veio do caos

Por Ericson Cunha

Uma pesquisa realizada por Alessandra Soares, pesquisadora da história do teatro, demonstrou que a quebra de tabus da sociedade pelo teatro fez com que a performance do ator ficasse cada vez mais apurada. "Tudo começou com Antonin Artaud. Ele quebrou a distância antre ator e espectador, colocando a todos como protagonistas da peça, gerando assim uma espécie de caos no teatro",disse ela.

Um exemplo dessa quebra de tabus é o grupo de teatro "Oficina" que concluiu recentemente uma peça teatral que teve vários "episódios" exibidos ao longo do ano e que foi baseada na obra "Os Sertões" de Euclides da Cunha. Antes desta adaptação, o grupo chegou a usar o Santo Daime, um alucinógeno de uso religioso, para atingir o ápice da performance no palco.

O "Teatro da Vertigem" é outro grupo teatral que superou as barreiras da sociedade ao interpretar peças baseadas em textos bíblicos. Em uma das peças, o grupo chegou ao extremo de interpretar uma cena de sexo explícito.

De acordo com a pesquisadora, esses exemplos são a demonstração da indignação do ator em sua forma máxima de expressão. "Para o ator, quanto maior a barreira, maior a sua dedicação em quebrá-la e nessas tentativas, os fins justificam os meios" concluiu.

Cenas da peças "Os Sertões" do teatro Oficina e "Apocalipse 1,11" do Teatro da Vertigem.

Mais uma banda surge no cenário independente do rock


A banda de rock Fake Toyz é parte de uma cena independente das bandas de rock atualmente. Ela surgiu há dois anos, em Campinas, com três integrantes e hoje, depois de algumas mudanças na formação original, é composta por cinco integrantes: André Silver (vocalista), 28 anos; André Baptistella (baixista), 26 anos; Luiz Felipe (guitarrista), 26 anos; Daniel Duente (guitarrista solo), 26 anos e Daniel Higa (baterista), 23 anos.

Em 2005, a banda gravou um CD Demo intitulado “Fake Toyz”, com cinco músicas de autoria própria, o qual divulgam na internet e vendem em seus shows. Mas o sonho da banda é gravar um CD profissional com músicas próprias e serem reconhecidos pelo seu trabalho.

Por enquanto, eles só tocam por prazer e não como forma de trabalho, por isso não há uma média estabelecida de shows. A banda se apresenta em festivais ou em pequenas apresentações organizadas, muitas vezes, pelas próprias bandas em bares alternativos de Campinas e região.

O nome FAKE TOYZ (“Brinquedos Falsos”), para eles, não têm significado algum. “A verdade é que estávamos pensando em um nome, como ocorre com qualquer banda que está começando e as idéias não vinham. Um nome em português (já que cantamos nesse idioma) seria o mais adequado, mas até que o antigo baixista da banda apareceu com esse nome, que era de um antigo festival de bandas independentes em Campinas, e assim decidimos batizá-la”, conta o vocalista da banda, André Silver.

Para conhecer um pouco mais da história e as músicas da banda é só acessar http://www.purevolume.com/faketoyz

Carla Assunção

Rock do Poder

Mais conhecida como rock do poder a banda Engenho do senhor, se destaca como umas das únicas bandas a reagravarem musicas de bandas famosas com letras modificadas para conduzirem a palavra do senhor as jovens do colégio salesiano São José.
A banda teve essa idéia a partir de um incentivo de um avô de um dos integrantes da banda, conhecido como vovô da pesada, seu Agenor incentivou seu neto, Julio Nascimento de 16 anos a criar musica (gospel) para incentivar outros jovens a estudarem musica e assim não terem seu tempo ocioso para pensar bobagem.
Com o surgimento da banda o colégio promoveu um evento de apoio a esse tipo de cultura, criando sábado do saber com musica, Pe. Edson diretor do colégio pensava que todo roqueiro era maluco beleza e sem educação, desde que apoiou a cultura do rock do senhor seu alunos se mantiveram mais tempo na escola e melhoraram suas notas e seus comportamento tanto na escola como em casa, para os país toda forma de educação é valida desde que seus filhos se tornem Roqueiro do senhor, ou uma outra estilo de musica mas que não deixe de lado esse carisma consciente que seu Agenor consegui passar para os mais jovens.

Aron Glogauer

quarta-feira, novembro 08, 2006

"Só me ferro com banda!!!"


O sonho de muitos garotos é montar uma banda de rock, fazer sucesso, viajar o mundo e se tornar uma lenda. Até aí tudo bem. Mas como é de se esperar, isso não acontece com quase ninguém, e esses fãs de Rolling Stones, Beatles, Ramones e Black Sabbath lutam para tentar montar um projeto que vá para frente. Mas diferente dos ídolos bem sucedidos, eles só batem cabeça e não saem do lugar.

Os pequenos grupos musicais geralmente terminam com poucos meses de duração, e as razões para isso acontecer são diversas. O músico Lucas Madureira cita que muitas vezes algum dos instrumentistas mora em outra cidade, dificultando assim a comunicação e a freqüência nos ensaios. Mas assegura que o maior motivo para o fim dos grupos é um dos membros passar a se portar como se tudo fosse uma simples brincadeira.

Experiente em trabalhos musicais falidos, o guitarrista Raffael Rocha pontua que “as pessoas querem levar os projetos adiante, mas cada uma delas quer chegar num lugar diferente de um modo diferente. Então por inércia todos se separaram”. Fábio Rodrigues, um baterista que já tocou com Raffael, conta que é bastante comum ouvir desculpas esfarrapadas pelos “balões” que recebe nos ensaios, como “tive que assar lingüiça com o meu avô”. Mas isso já é um capítulo à parte.

A psicóloga Alicia Igushi explica que os atritos e o fim de bandas novas é um fator totalmente normal e esperado. “Os jovens que formam bandas geralmente ainda estão em uma fase de formação da personalidade. O ponto central é a mudança individual, pois os gostos e idéias mudam muito rapidamente até os 20 anos de idade”.

Ela conclui que, pela maturidade de idéias, alguém com 30 ou 40 anos pode ter uma facilidade muito maior em obter êxito com uma banda. Mas enquanto os jovens de hoje não se tornam quadragenários, vale conferir a dica de quem tem uma banda solidificada há quatro anos -“Marquinho”, ex-Lince e atual Primitiva.

“A falta de paciência é uma das coisas mais difíceis, mas quando acontece algum problema tem que conversar com a pessoa que está gerando isso. Sempre tem uns dois na banda com a cabeça mais fria para ajudar a segurar a barra”. Ele finaliza definindo o complexo alicerce sustentador de um grupo, que apesar de parecer simples, é difícil de ser mantido ao longo do tempo: “O que mantém uma banda é a amizade e o respeito”.


Eder Conrado

terça-feira, novembro 07, 2006

Maconha é usada como automedicação por esquizofrênicos

O consumo de drogas ilícitas tem aumentado entre jovens brasileiros, principalmente as consideradas como drogas "mais leves" como a maconha. No entanto, segundo pesquisas, os jovens com esquizofrenia tendem a utilizar a droga em maior quantidade. O motivo desse consumo abusivo estaria relacionado com a necessidade da automedicação do paciente.

Segundo o psiquiatra Paulo Dalgalarrondo, o esquizofrênico pode iniciar o consumo da maconha por motivos distintos. "Há dois momentos em que o indivíduo com esquizofrenia busca a maconha: a primeira está relacionada com a busca do prazer, excitação que a droga proporciona e também a partir de influência de amigos. Já o outro momento se refere à utilização da droga para amenizar os sintomas e eliminar a ansiedade que a doença proporciona", afirma.

O consumo abusivo de substâncias pode atingir até 60% dos pacientes, podendo agravar o quadro da doença. De acordo com a psiquiatra, Marília Montoya Boscolo, que realizou sua tese de doutorado sobre o tema "Álcool e drogas na esquizofrenia", diz que o efeito da maconha sob o esquizofrênico é de grande risco para o tratamento. "Além do paciente tentar se automedicar, o que acontece, na grande parte dos casos é que as conseqüências para esse uso seria a má evolução da doença, ou seja, o esquizofrênico passa a ter sintomas psicóticos.

Os autores Voruganti, Heslegrave e Awad partiram da hipótese de que o uso de drogas em pacientes esquizofrênicos poderia ter conseqüência de sintomas disfóricos associados ao uso de neurolépticos – medicamentos que causam efeitos colaterais como irritabilidade, cansaço, apatia ou perda do interesse.

Uma pesquisa européia revela ainda que o início do uso da maconha na adolescência pode preceder o aparecimento de sintomas esquizofrênicos. Isso levou alguns investigadores a acreditarem que possivelmente o abuso de maconha funcionaria como um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas esquizofrênicos em indivíduos vulneráveis, principalmente se o uso da substância por feita na adolescência.

Bruna Michelle Bazzo

segunda-feira, novembro 06, 2006

Taxa de natalidade pós carnaval cai em Campinas


O carnaval acabou faz tempo. Mas é no mês de novembro que podemos ver os reflexos dos quatro dias da maior festa popular brasileira. Nove meses se passaram desde fevereiro, e os números apontam um retorno positivo das campanhas de conscientização sobre o sexo seguro.

A assessora de imprensa da maternidade de Campinas, Vera Lígia Bassolli, disse que nos seis primeiros dias de novembro foram registrados 83 partos. No mesmo período em 2005 foram 95 nascimentos. Para se ter uma idéia da queda na taxa de nascimentos, basta comparar o ano de 2001, no qual foram registrados na maternidade de Campinas 9800 partos, com o ano de 2006 até novembro, onde já houve até agora 6000 nascimentos. Segundo estimativas a maternidade deve fechar esse ano com 7200 partos realizados. Uma queda de 26,54% no número de nascimentos.

Essa queda só vem reforçar o que pesquisas sobre a taxa de natalidade brasileira já apontaram. A taxa de fecundidade vem caindo desde a década de 70, devido a vários fatores como a esterilização das mulheres, e o uso dos métodos contraceptivos.

Métodos esses que são divulgados constantemente pelo governo em campanhas de conscientização sobre o sexo seguro. Um trabalho contínuo é realizado pela prefeitura de Campinas que chega a distribuir por mês 200 mil preservativos nos postos de saúde.A assessoria da secretaria municipal de saúde não foi encontrada para comentar sobre os números gastos nessas campanhas.

A psicóloga Giuliana Kalafiori afirma que só as campanhas educativas e de conscientização não são suficientes. Ela diz que a educação sexual deve começar em casa, em conversa com os pais e depois ser complementada e discutida em sala de aula.
Para Giuliana é preciso começar a educação sexual mais cedo, pois a mídia bombardeia as crianças cada vez mais cedo sobre sexualidade. E depois sim, complementar essa educação que a criança já recebeu, inserimdo campanhas de prevenção para alertar e informar. O retorno será impacto será maior com essas medidas.

domingo, novembro 05, 2006

Ecstasy: a 'pílula do amor' que se populariza entre os jovens


O ecstasy, popularmente conhecido como a "droga do amor" ou “bala”, é fortemente psicoativo. Embora tenha sido sintetizado em 1914 como moderador de apetite, nunca foi usado com essa finalidade. Por causar mudanças de percepção, a pílula é consumida principalmente pelos freqüentadores das raves, as famosas festas de música eletrônica que acontecem ao ar livre e em meio à natureza. A droga estimula o sistema nervoso central e, ao mesmo tempo, produz alterações sensoriais, podendo chegar até a alucinação. Portanto, não é mera coincidência a droga estar presente nas festas a céu aberto, as quais são também um verdadeiro movimento de “paz e amor” contemporâneo, composto por músicas que ecoam em todo o ambiente e por luzes e cores intensas.

“É indescritível o que sentimos depois de tomar a ‘bala’. Tudo fica mais acelarado e intenso. Sinto uma vontade enorme de dançar, pular, beijar e ser feliz. Fico mais carinhoso e também tenho que beber muita água, porque a boca fica completamente seca", relata o analista de sistemas R.T.M, de 23 anos. Usuário da droga há cerca de dois anos, R. só toma o ecstasy antes de ir para as festas. "Não me considero um viciado, porque não tomo as pílulas sempre, e tenho certeza que nunca vou passar mal", comenta.

De acordo com o psiquiatra Renato Marques, R. está enganado. A droga, mesmo consumida em pequena quantidade, aumenta o número de batimentos cardíacos, eleva a pressão arterial e produz elevação da temperatura, que pode levar a acessos convulsivos. “Ela descontrola a temperatura do corpo, as vezes causando febre de até 42 graus, e leva a uma intensa desidratação. Se quem o tomou não souber como se cuidar, pode até chegar à morte”, diz o médico. Além disso, o ecstasy é tóxico para os rins e fígado e pode causar seqüelas graves como a degeneração irreversível dos neurônios.

Apesar do perigo, a “bala” está cada vez mais popular. Sob a forma de comprimidos, a droga é encontrada com diversas variações temáticas. Elas possuem desenhos que, segundo alguns usuários, mostram os efeitos de cada pílula. Por exemplo, a que tem um coração deixa as pessoas mais amáveis e a da coroa dá a sensação de poder.

Alguns freqüentadores das raves se sentem agredidos ao serem confundidos com usuários de ecstasy, afinal, não são todas as pessoas que vão às festas que tem o hábito de se drogar. A estudante Angelina Carrilli, de 20 anos, é uma delas. Segundo ela, as raves resgatam valores hippies de paz e harmonia em tempos de guerra e violência. “Quando estou ali, dançando, sinto uma explosão de alegria dentro de mim. Com toda essa energia positiva esqueço dos meus problemas”, relata. Ela comenta ainda que não é preciso fazer o uso da droga para ficar animado nesse cenário, pelo contrário, que o tráfico existente nas festas só atrapalha a quem quer se divertir e ter momentos de paz.

A USP desenvolve um projeto chamado "Baladaboa". A palavra possui um duplo sentido, pois pode ser entendida como "balada boa" ou "bala da boa", fazendo referência ao apelido "bala" dado ao ecstasy. Isso revela o principal objetivo da iniciativa: atrair a atenção do usuário da droga para que ele se informe sobre seus riscos de forma realista.

Bianca Frari

sábado, novembro 04, 2006

Prefeitura ‘abafa’ prejuízos causados por encontro de rock universitário em Campinas


Mesmo com bandas de renome nacional como Ira!, Detonautas e Ultraje a Rigor público desprestigia Unifest Rock

Na primeira vez em que foi organizado em Campinas(SP), entre 21 e 23 de setembro deste ano, o rock universitário mostrou estar em baixa no município. Ao contrário do que era visto nos idos de 1980 e 90, quando os jovens iam aos encontros de rock que rolavam por todo o país, a população campineira mostrou pouco se importar com o encontro local de músicos universitários.

A prefeitura de Campinas que organizou o evento e prometeu mais de R$50 mil em prêmios, também não se manifestou sobre os prejuízos rendidos aos cofres públicos em função do projeto. Entretanto, a administração municipal reiterou o interesse em promover o
Unifest Rock novamente em 2007. A veterinária Ivone Bevilacqua, irmã de uma vocalista que se apresentou no evento lamenta o que considerou “desânimo” do público. “Seria melhor as bandas misturarem as composições próprias com músicas mais conhecidas, o pessoal teria comparecido mais”, propõe a solução.

No festival das formações independentes, cuja organização demandou uma arena para mais de 15 mil pessoas por noite e não registrou nem um décimo deste público, prevaleceram as bandas consagradas, a exemplo daquela que tem presença quase obrigatória em todos os festivais, a paulistana Ira!.
Entre as desconhecidas, que justificam a realização do evento, destaque para sorocabana
Volpina, também vencedora do festival Claro que é Rock 2005.

Para uns “rock universitário” não passa de um “momento”. Idéia apoiada na tese de que ninguém é universitário por toda a vida. Outros promovem a definição por “estilo” que reúne estudantes de universidades em torno de um mesmo ideal: fazer música. Independente de como o estilo/momento é caracterizado, a Secretaria Municipal de Cultura, pretende até mesmo incluir o projeto no calendário turístico da cidade, mesmo sem ter revelado ao público a renda líquida uma vez que a população mal compareceu.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Falta de trabalho é motivo para prostituição de mulheres


décadas a prostituição se tornou uma forma de ganhar a vida por inúmeras mulheres em todo o mundo. Em Campinas o ponto mais conhecido é a Rua 13 de Maio, em que as trabalhadoras do sexo se prostituem dia e noite para ganhar seu sustento. Durante o dia o ponto é feito em frente às lojas Renner e C&A. À noite as garotas de programa permanecem no mesmo local, entretanto a maioria se agrupa nas imediações da Fepasa.

Quem passa no local se incomoda com a presença das moças e muitas vezes até olha com desdém, como as donas de casa Helena Izabel e Sonia Farias, moradoras do Jardim Campos Elíseos. Sempre que elas vão até a cidade, sozinhas ou com alguma amiga, o comentário é o mesmo: “Que falta de vergonha na cara. Olhando pra todo homem quem passa na frente delas”.

O que pouca gente sabe ou já tentou saber é o real motivo que as levou a seguir esse destino, que desperta discussão até no Ministério do Trabalho quando o assunto é
legalizar ou não a profissão. A trabalhadora R.M.S., de 35 anos, está na profissão desde os 25. Ela também faz faxina duas vezes por semana, mas o dinheiro não é suficiente para arcar com as despesas. Pela falta de estudo não consegue um emprego melhor, então a saída foi à prostituição. Mãe de duas meninas, ela tem medo das filhas descobrirem e seguir a mesma profissão.

Segundo outra trabalhadora do sexo, S.S, existem colegas que fazem por lazer, mas a maioria precisa do dinheiro. São mulheres que não conseguem nenhum tipo de trabalho e tem que sustentar a família. Não existem muitas moças nesse local. A maioria das mulheres apresenta idade entre 30 e 50 anos. Em relação à quantia cobrada pelo trabalho, não há um valor fixo, pois tudo depende do tipo de serviço fornecido ao cliente.


Em todo o mundo, a prostituição é e sempre foi um tabu a ser discutido e superado. Como tudo na vida têm dois lados: o bom e o ruim, no entanto a discussão provoca polêmicas e muitos estudiosos acreditam que será um assunto a ser discutido para sempre. Além disso a profissão também mobiliza a criação de muitas instituições em todo o mundo, inclusive no Brasil, com objetivo de conscientizar e ajudar as trabalhadoras do sexo em todos os aspectos ligados a profissão.

Andréia Martins