Aumenta o número de casos de AIDS na terceira idade em Campinas
Segundo estudo da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, o aumento de casos de AIDS entre pessoas com mais de 50 anos foi de três vezes no período de 1991 a 2004. Em 1991, eram seis casos nesta faixa etária. Já em 2004, este número passou para 26.
O aumento pode estar associado a dois fatores: o primeiro se refere à melhoria da qualidade de vida na terceira idade, em que as pessoas chegam neste período com muito mais saúde e podem viver mais com a doença. E o segundo, aos medicamentos específicos para a área de disfunção sexual, que possibilitam uma maior atividade sexual entre as pessoas com mais de 50 anos. A coordenadora do Programa Municipal DST/ AIDS da Secretaria de Saúde de Campinas, Maria Cristina Januzzi Ilario, explica que “as pessoas da terceira idade preservam a sexualidade mesmo depois dos 65 anos, mas muitas vezes não se preocupam com a prevenção e estão desinformadas do risco da AIDS, acabando por transmitir o vírus aos parceiros fixos”.
Outro dado importante que o estudo da Coordenadoria de Vigilância mostra é que nas primeiras décadas da AIDS em Campinas, o vírus era muito mais comum entre os homossexuais e bissexuais. Hoje, os casos de AIDS são mais freqüentes entre os heterossexuais, com um aumento da participação das mulheres de 20 a 25 anos.
No entanto, o número de casos de AIDS entre adultos, na cidade de Campinas, se estabilizou desde três ou quatro anos atrás. A partir deste período, o índice se manteve em 40 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Hoje, a cidade tem um total de 4.397 casos do vírus. “Campinas tem se comportado como um município de vanguarda para se colocar novos olhares sobre a doença”, afirma a coordenadora Maria Cristina. Ela também explica que essa estabilidade se deve ao sucesso das campanhas de orientação e prevenção à AIDS na cidade.
Maria Cristina ressalta que não há mais um grupo de risco. “Toda pessoa sexualmente ativa que teve uma relação desprotegida, está correndo risco. Quanto mais cedo a pessoa fizer o exame para saber se está ou não com AIDS, mais cedo se consegue tratar a doença”, complementa.
Grasiele Gerondi
O aumento pode estar associado a dois fatores: o primeiro se refere à melhoria da qualidade de vida na terceira idade, em que as pessoas chegam neste período com muito mais saúde e podem viver mais com a doença. E o segundo, aos medicamentos específicos para a área de disfunção sexual, que possibilitam uma maior atividade sexual entre as pessoas com mais de 50 anos. A coordenadora do Programa Municipal DST/ AIDS da Secretaria de Saúde de Campinas, Maria Cristina Januzzi Ilario, explica que “as pessoas da terceira idade preservam a sexualidade mesmo depois dos 65 anos, mas muitas vezes não se preocupam com a prevenção e estão desinformadas do risco da AIDS, acabando por transmitir o vírus aos parceiros fixos”.
Outro dado importante que o estudo da Coordenadoria de Vigilância mostra é que nas primeiras décadas da AIDS em Campinas, o vírus era muito mais comum entre os homossexuais e bissexuais. Hoje, os casos de AIDS são mais freqüentes entre os heterossexuais, com um aumento da participação das mulheres de 20 a 25 anos.
No entanto, o número de casos de AIDS entre adultos, na cidade de Campinas, se estabilizou desde três ou quatro anos atrás. A partir deste período, o índice se manteve em 40 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. Hoje, a cidade tem um total de 4.397 casos do vírus. “Campinas tem se comportado como um município de vanguarda para se colocar novos olhares sobre a doença”, afirma a coordenadora Maria Cristina. Ela também explica que essa estabilidade se deve ao sucesso das campanhas de orientação e prevenção à AIDS na cidade.
Maria Cristina ressalta que não há mais um grupo de risco. “Toda pessoa sexualmente ativa que teve uma relação desprotegida, está correndo risco. Quanto mais cedo a pessoa fizer o exame para saber se está ou não com AIDS, mais cedo se consegue tratar a doença”, complementa.
Grasiele Gerondi

2 Comments:
Acho que no primeiro parágrafo ela esqueceu de pôr a palavra maior no meio da frase: "o aumento ... foi de três vezes (maior) no período de 1991 a 2004".
Penso também, que a reportagem está se contradizendo, pois primeiro fala que aumenta o número, mas depois diz que este se estabiliza.
Porém, me interessei pelo assunto, pois não sabia (e nunca vi em nenhum lugar) que existem vários idosos com Aids. Em linhas gerais, a matéria da Grasiele está boa.
-Guilherme
Muito bom Grasi. Matéria bem escrita, fatos comprovados, personagem com credibilidade falando sobre o assunto. E a pauta então, nem se fala: muito oportuna e criativa.
Eu mudaria só uma coisa na sua matéria: tiraria o link da palavra Campinas. Pelo contexto, eu colocaria o link na página da Secretaria de Saúde de Campinas (http://antigo.campinas.sp.gov.br/saude).
NOTA 10
Postar um comentário
<< Home