Jovem de classe média enriquece com tráfico de drogas
“ Vender droga é sinônimo de dinheiro fácil . Minha família é bem sucedida mas a riqueza que ganho com a droga me faz querer mais e mais”. A frase do estudante de administração de empresas, D.L.C, de 23 anos, explica porque jovens de classe média entram no tráfico de drogas para o fácil enriquecimento. De acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, a quantidade de estudantes de classe média que já usou a droga aumentou quatro vezes nos últimos dez anos. Esta ascensão também facilitou para que jovens da mesma classe social agissem como mediadores entre a droga e o usuário."Com o numero de viciados que tem hoje em dia tem negócio toda hora, todo dia , toda semana", disse D.L.C.
No mesmo estudo, foi constatado que cinco milhões de brasileiros usam regularmente a maconha e mais de trinta milhões já experimentaram. “Estes números ilustram bem o poder da droga no país. Experimentei maconha com 16 anos e nunca parei de fumar, mesmo sabendo que era um ato criminoso”, disse o professor de boxe T.J.Z, usuário há oito anos e que defende a legalização de todas as drogas no país. “A legislação brasileira precisa ser atualizada. Não é possível uma pessoa ser presa com um cigarro de maconha enquanto centenas de marginais assaltam e matam diariamente, sem sofrer qualquer tipo de sanção”, desabafou.
Recentemente o Senado aprovou um projeto de lei que acaba com a prisão para consumidores de droga. O texto da nova lei prevê aumento do tempo de prisão para traficantes e faz distinção entre eles e os usuários. O porte de drogas, porém, continua caracterizado como crime, mas usuários e dependentes estarão agora sujeitos a medidas socio-educativas e não mais à pena restritiva de liberdade.
Para a psicóloga Vanessa Fernandes, os males e os benefícios do consumo da maconha precisam ser mais divulgados para formar uma conscientização na sociedade. “É comum pacientes que marcam consulta para entender porque usam a maconha. Acredito que ela pode ter seus benefícios mas é necessário realizar mais estudos sobre seus males para apresentar com clareza a todos”, explicou Fernandes, que é contra a legalização das drogas. “Sou contra a legalização. Não acredito que irá melhorar o sistema anti-drogas do Brasil”.
Múltiplas finalidades
A maconha foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como erva medicinal em 1991. O Tetra Hidro Canabinol (THC), sua principal substância ativa, também é utilizada em laboratório para a produção de alguns remédios. Seu uso é comprovado nos casos de câncer, AIDS, esclerose múltipla e alívio da dor. Como matéria prima, o cânhamo, fibra do caule e dos galhos da planta, é usado na produção de mercadorias como tênis, papel, cosméticos, detergentes, fertilizantes, óleos, molhos comestíveis, jeans e até um tipo de queijo.
Leonardo Fermiano
No mesmo estudo, foi constatado que cinco milhões de brasileiros usam regularmente a maconha e mais de trinta milhões já experimentaram. “Estes números ilustram bem o poder da droga no país. Experimentei maconha com 16 anos e nunca parei de fumar, mesmo sabendo que era um ato criminoso”, disse o professor de boxe T.J.Z, usuário há oito anos e que defende a legalização de todas as drogas no país. “A legislação brasileira precisa ser atualizada. Não é possível uma pessoa ser presa com um cigarro de maconha enquanto centenas de marginais assaltam e matam diariamente, sem sofrer qualquer tipo de sanção”, desabafou.
Recentemente o Senado aprovou um projeto de lei que acaba com a prisão para consumidores de droga. O texto da nova lei prevê aumento do tempo de prisão para traficantes e faz distinção entre eles e os usuários. O porte de drogas, porém, continua caracterizado como crime, mas usuários e dependentes estarão agora sujeitos a medidas socio-educativas e não mais à pena restritiva de liberdade.
Para a psicóloga Vanessa Fernandes, os males e os benefícios do consumo da maconha precisam ser mais divulgados para formar uma conscientização na sociedade. “É comum pacientes que marcam consulta para entender porque usam a maconha. Acredito que ela pode ter seus benefícios mas é necessário realizar mais estudos sobre seus males para apresentar com clareza a todos”, explicou Fernandes, que é contra a legalização das drogas. “Sou contra a legalização. Não acredito que irá melhorar o sistema anti-drogas do Brasil”.
Múltiplas finalidades
A maconha foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como erva medicinal em 1991. O Tetra Hidro Canabinol (THC), sua principal substância ativa, também é utilizada em laboratório para a produção de alguns remédios. Seu uso é comprovado nos casos de câncer, AIDS, esclerose múltipla e alívio da dor. Como matéria prima, o cânhamo, fibra do caule e dos galhos da planta, é usado na produção de mercadorias como tênis, papel, cosméticos, detergentes, fertilizantes, óleos, molhos comestíveis, jeans e até um tipo de queijo.
Leonardo Fermiano

2 Comments:
Leonardo,
Gostei da sua matéria. Ela apresentou informações novas, como o fato do Senado ter aprovado um projeto de lei que acaba com a prisão dos consumidores de drogas, além dos dados da ONU, que dão um bom panorama sobre o consumo de drogas no país.
Só teve uma parte na sua matéria que me incomodou um pouco, que foi: "explica porque jovens de classe média entram no tráfico de drogas para o fácil enriquecimento." Nesta parte, eu achei que a expressão “para o fácil enriquecimento” ficou redundante com a sonora, pois o entrevistado já fala que “Vender droga é sinônimo de dinheiro fácil.”
Do mais, parabéns pela matéria!
Grasiele Gerondi.
Muito bom Leonardo. Um texto muito bem escrito, com informações relevantes e links bem escolhidos. A sua matéria acaba promovendo um debate entre os entrevistados e desenvolve bem esse tema da legalização das drogas, que é bem polêmico. Gostei também das fontes que você usou.
Mas, - esse “mas” sempre estraga tudo, né? Enfim essa é minha função: procurar mostrar onde você poderia ter melhorado.
Então, voltamos ao mas...
Sua única falha foi não sustentar seu gancho. Você puxa pelo enriquecimento de pessoas da classe média vendendo drogas, mas esse assunto não passa do lide. Na verdade a única fonte que você tem é um personagem – que não pode representar uma grande parte da classe média. E na hora de sustentar essa informação, você não consegue. O relatório da ONU (ótima fonte) não fala nada de venda de drogas pela classe média – fala do aumento de consumo (uso) de drogas pela classe média.
Percebe que são duas informações diferentes? Esse gancho seria ótimo, se você tivesse consigo informações reais (numéricas). Outra possibilidade era você ter mudado seu lide, usando o consumo como gancho.
NOTA: 9
Postar um comentário
<< Home