Prefeitura ‘abafa’ prejuízos causados por encontro de rock universitário em Campinas

Mesmo com bandas de renome nacional como Ira!, Detonautas e Ultraje a Rigor público desprestigia Unifest Rock
Na primeira vez em que foi organizado em Campinas(SP), entre 21 e 23 de setembro deste ano, o rock universitário mostrou estar em baixa no município. Ao contrário do que era visto nos idos de 1980 e 90, quando os jovens iam aos encontros de rock que rolavam por todo o país, a população campineira mostrou pouco se importar com o encontro local de músicos universitários.
A prefeitura de Campinas que organizou o evento e prometeu mais de R$50 mil em prêmios, também não se manifestou sobre os prejuízos rendidos aos cofres públicos em função do projeto. Entretanto, a administração municipal reiterou o interesse em promover o Unifest Rock novamente em 2007. A veterinária Ivone Bevilacqua, irmã de uma vocalista que se apresentou no evento lamenta o que considerou “desânimo” do público. “Seria melhor as bandas misturarem as composições próprias com músicas mais conhecidas, o pessoal teria comparecido mais”, propõe a solução.
No festival das formações independentes, cuja organização demandou uma arena para mais de 15 mil pessoas por noite e não registrou nem um décimo deste público, prevaleceram as bandas consagradas, a exemplo daquela que tem presença quase obrigatória em todos os festivais, a paulistana Ira!.
Entre as desconhecidas, que justificam a realização do evento, destaque para sorocabana Volpina, também vencedora do festival Claro que é Rock 2005.
Para uns “rock universitário” não passa de um “momento”. Idéia apoiada na tese de que ninguém é universitário por toda a vida. Outros promovem a definição por “estilo” que reúne estudantes de universidades em torno de um mesmo ideal: fazer música. Independente de como o estilo/momento é caracterizado, a Secretaria Municipal de Cultura, pretende até mesmo incluir o projeto no calendário turístico da cidade, mesmo sem ter revelado ao público a renda líquida uma vez que a população mal compareceu.

2 Comments:
A matéria do Caio está muito interessante. O que da para perceber é que o evento não foi muito divulgado na mídia, por isso a falta de público para o festival. Se houvesse maior divulgação com certeza seria um sucesso. O que eu achei um pouco confuso foi o início da matéria onde ele não explica muito bem que além de apresentações de bandas famosas o evento também foi um concurso de bandas de rock não conhecidas.
Sabrina Corrêa
Cara, que monte título são esses antes da matéria... você colocou o título, identificou a foto fazendo uma “graça” com o nome da blog e ainda colocou uma outra frase que se quebra em duas e fica estranha. Parece que você fez 4 títulos para a matéria e isso ficou ruim.
Além disso, não conseguiu provar logo no abre da matéria o desprestígio do evento. Lá no meio diz que não compareceu “um décimo do público”...seja mais claro, quanto é isso em números? Evite que o leitor precise fazer contas. Faça esse favor para ele.
Outra dúvida: Qual foi o prejuízo da prefeitura? Mais: Onde a prefeitura iria ganhar dinheiro? Estava sendo cobrado ingresso ao evento? Depois que consegui identificar o desprestígio, não consegui saber onde está o prejuízo.
Você ainda sofre com a síndrome do “Nariz de Cera”. Uma doença comum nos estudantes de jornalismo. Porque não começar a matéria com os fatos? Por exemplo, para que serve essa parte no abre da matéria? “Ao contrário do que era visto nos idos de 1980 e 90, quando os jovens iam aos encontros de rock que rolavam por todo o país, a população campineira mostrou pouco se importar com o encontro local de músicos universitários.” Você não pode fazer afirmações de sua cabeça. Eu era jovem em 1980 e não ia a shows de rock. E aí, como você vai me convencer que sua informação é verdadeira?
Ok, ok. mas nem tudo está perdido. Fez bons links e tem algum estilo ao escrever.
NOTA 7
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