Falta de trabalho é motivo para prostituição de mulheres

Há décadas a prostituição se tornou uma forma de ganhar a vida por inúmeras mulheres em todo o mundo. Em Campinas o ponto mais conhecido é a Rua 13 de Maio, em que as trabalhadoras do sexo se prostituem dia e noite para ganhar seu sustento. Durante o dia o ponto é feito em frente às lojas Renner e C&A. À noite as garotas de programa permanecem no mesmo local, entretanto a maioria se agrupa nas imediações da Fepasa.
Quem passa no local se incomoda com a presença das moças e muitas vezes até olha com desdém, como as donas de casa Helena Izabel e Sonia Farias, moradoras do Jardim Campos Elíseos. Sempre que elas vão até a cidade, sozinhas ou com alguma amiga, o comentário é o mesmo: “Que falta de vergonha na cara. Olhando pra todo homem quem passa na frente delas”.
O que pouca gente sabe ou já tentou saber é o real motivo que as levou a seguir esse destino, que desperta discussão até no Ministério do Trabalho quando o assunto é legalizar ou não a profissão. A trabalhadora R.M.S., de 35 anos, está na profissão desde os 25. Ela também faz faxina duas vezes por semana, mas o dinheiro não é suficiente para arcar com as despesas. Pela falta de estudo não consegue um emprego melhor, então a saída foi à prostituição. Mãe de duas meninas, ela tem medo das filhas descobrirem e seguir a mesma profissão.
Segundo outra trabalhadora do sexo, S.S, existem colegas que fazem por lazer, mas a maioria precisa do dinheiro. São mulheres que não conseguem nenhum tipo de trabalho e tem que sustentar a família. Não existem muitas moças nesse local. A maioria das mulheres apresenta idade entre 30 e 50 anos. Em relação à quantia cobrada pelo trabalho, não há um valor fixo, pois tudo depende do tipo de serviço fornecido ao cliente.
Em todo o mundo, a prostituição é e sempre foi um tabu a ser discutido e superado. Como tudo na vida têm dois lados: o bom e o ruim, no entanto a discussão provoca polêmicas e muitos estudiosos acreditam que será um assunto a ser discutido para sempre. Além disso a profissão também mobiliza a criação de muitas instituições em todo o mundo, inclusive no Brasil, com objetivo de conscientizar e ajudar as trabalhadoras do sexo em todos os aspectos ligados a profissão.
Andréia Martins

3 Comments:
A matéria da Andréia representa a realidade triste de uma camada da população brasileira que, muitas vezes, por falta de oportunidade de emprego ou comodismo, se entrega ao ramo da prostituição para garantir seu sustento. Como trabalho no centro da cidade, convivo com essa vitrine da vida todos os dias e ouço comentários a respeito dessa situação, que variam desde pena a incômodo, de forma a compartilharem da abordagem feita pela Andréia, já que sua matéria retrata de forma clara a situação das mulheres referidas.
Legal a foto Andréia. Vamos então às observações sobre o texto... Você vai abordar a prostituição no centro da cidade? Então seja direta e comece por exemplo assim: A rua 13 de maio no centro de Campinas é o mais conhecido reduto de prostitutas da cidade...
Nada desse negócio de "Há décadas", "inúmeras mulheres em todo o mundo", isso é coisa de redação de colegial. Seu texto está com muita opinião e pouca reportagem. Veja essa frase: “Em todo o mundo, a prostituição é e sempre foi um tabu a ser discutido e superado”. Ta, quem disse isso? Como você pode provar que a prostituição é um tabu no mundo todo? Existe alguma pesquisa ou estatística?
Querida, eu já disse isso e vou repetir.
Sem ouvir alguém que dê credibilidade para seu trabalho, não existe reportagem. Você ouviu algumas pessoas para ilustrar uma redação. Mais duas coisas: o título está ruim... e contradiz o seu texto. Uma delas trabalha de faxineira. Então não é a falta de trabalho que leva elas a isso. Além do mais se todo mundo que não tem trabalho resolver virar prostituta... já pensou?
Que tal: "Prostituição no centro da cidade incomoda população"
*Outra coisa: evite links como a Wikipédia. Não há garantias sobre a verdade do que está escrito lá. Qualquer um pode escrever um verbete lá. Jornalista sério tem que buscar fontes confiáveis.
NOTA 6
Na minha opiñião a matéria da Andréia tratou a prostituição como uma "coitadinha" e no meu ponto de vista não bem por aí. Já que muitas vezes a escolha dessa maneira de vida é feita por elas mesmo. Isso muitas vezes ocorre, por que elas preferem um trabalho fácil e que ganhe muito do que um trabalho sacrificante e que ganhe pouco. Se ela acha que a prostituta é uma vítima da sociedade então assim também seria o traficante, que vende drogas para sustentar a família...
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