quarta-feira, novembro 08, 2006

"Só me ferro com banda!!!"


O sonho de muitos garotos é montar uma banda de rock, fazer sucesso, viajar o mundo e se tornar uma lenda. Até aí tudo bem. Mas como é de se esperar, isso não acontece com quase ninguém, e esses fãs de Rolling Stones, Beatles, Ramones e Black Sabbath lutam para tentar montar um projeto que vá para frente. Mas diferente dos ídolos bem sucedidos, eles só batem cabeça e não saem do lugar.

Os pequenos grupos musicais geralmente terminam com poucos meses de duração, e as razões para isso acontecer são diversas. O músico Lucas Madureira cita que muitas vezes algum dos instrumentistas mora em outra cidade, dificultando assim a comunicação e a freqüência nos ensaios. Mas assegura que o maior motivo para o fim dos grupos é um dos membros passar a se portar como se tudo fosse uma simples brincadeira.

Experiente em trabalhos musicais falidos, o guitarrista Raffael Rocha pontua que “as pessoas querem levar os projetos adiante, mas cada uma delas quer chegar num lugar diferente de um modo diferente. Então por inércia todos se separaram”. Fábio Rodrigues, um baterista que já tocou com Raffael, conta que é bastante comum ouvir desculpas esfarrapadas pelos “balões” que recebe nos ensaios, como “tive que assar lingüiça com o meu avô”. Mas isso já é um capítulo à parte.

A psicóloga Alicia Igushi explica que os atritos e o fim de bandas novas é um fator totalmente normal e esperado. “Os jovens que formam bandas geralmente ainda estão em uma fase de formação da personalidade. O ponto central é a mudança individual, pois os gostos e idéias mudam muito rapidamente até os 20 anos de idade”.

Ela conclui que, pela maturidade de idéias, alguém com 30 ou 40 anos pode ter uma facilidade muito maior em obter êxito com uma banda. Mas enquanto os jovens de hoje não se tornam quadragenários, vale conferir a dica de quem tem uma banda solidificada há quatro anos -“Marquinho”, ex-Lince e atual Primitiva.

“A falta de paciência é uma das coisas mais difíceis, mas quando acontece algum problema tem que conversar com a pessoa que está gerando isso. Sempre tem uns dois na banda com a cabeça mais fria para ajudar a segurar a barra”. Ele finaliza definindo o complexo alicerce sustentador de um grupo, que apesar de parecer simples, é difícil de ser mantido ao longo do tempo: “O que mantém uma banda é a amizade e o respeito”.


Eder Conrado

9 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Belo texto Eder! Muito bom, expondo a realidade que os músicos enfrentam em Paulínia. Aqui nessa cidade, além dos músicos serem escassos, é difícil encontrar algum que queira fazer com que a coisa desenrole; desenvolva. Mas vida de músico é assim, sempre na correria e esquentando a cabeça. Hehehehe Abraço Eder!

7:30 PM  
Anonymous Anônimo said...

gostei do artigo,pois esse assunto sempre é atual!!
a alguns dias conversei com meu pai e descobri q ele tinha um sonhos de montar uma banda de ROCK,coisa q nunca tinha passado pela minha cabeça!!!!
e varios motivos fizeram com q issu naum se concretiza-se,a falta derecursos,a necessidade de trabalhar desde crianças oque os impediam de tokar,enfim, montar banda hj em dia é algo mt façil!!!...
porém manter amigos e banda juntos parece se torna cada vez mais difiçil,por termos cada vez menor o respeito uns pelos outros!!

7:35 PM  
Blogger Jornalista On Line said...

Eder, o assunto é atual e com certeza diversas pessoas se identificam com a dificuldade de manter uma banda. Apesar do tema ser interessante e ter buscado boas fontes, você deixou um pouco a desejar na elaboração do texto. Apesar de não ser recomendado usar o site da Wikipedia, já que o conteúdo pode conter erros, gostei dos hiperlinks. É bacana convidar os internautas, e certa forma divulgar, novas bandas da região.

12:16 PM  
Anonymous Anônimo said...

quem é online2006?

gostaria que vc desse uma explicação melhor para o que vc se refere como "o texto deixou a desejar". Deixou a desejar em que aspecto? Tá ruim porque? onde? Você tem um modelo mais bonito? Como vc faria?

Agora sobre o "divulgar novas bandas da região". Você não deve ter se dado conta, mas a formação da banda que usei como exemplo não é nova. Até mesmo pq não teria o menor sentido eu pedir aquele tipo de opinão para alguém que acabou de montar um grupo. E a idéia não foi fazer propaganda de banda. Aquele foi só um link que eu achei cabível de encaixar, e que comprovava a minha fala. ( Marquinho existe, e banda Primitiva também existe).

Me explica agora como vc gostou "dos hiperlinks" se eu coloquei só dois e vc não gostou daquele do Wikipédia.

Não estou fazendo nenhuma agressão, só acho que a minha matéria foi mal comentada.

aguardo uma nova postagem sua - se possível.

2:58 PM  
Anonymous Anônimo said...

Desculpe-me, acho que fui um pouco indelicado.

Gostaria de deixar claro que estou totalmente aberto a críticas, mas gostaria que elas fossem explicadas para que eu pudesse tirar algum proveito delas.

Eder Conrado

3:26 PM  
Anonymous Anônimo said...

Acho que estou me tornando repetitivo, mas essa é minha função...

Eder, seu primeiro parágrafo é um NARIZ DE CERA e na atualidade esse tipo de “abre” de matéria é obsoleto. Existem matérias que possuem um “abre” diferenciado mas que trazem informações relevantes - como as reportagens Especiais e as feitas por revistas mensais. Mas esse não é o caso. A certo é que o primeiro parágrafo de sua matéria é totalmente dispensável.
Escolheu mal o primeiro link. Se fez link para o Beatles, porque não o fez com os Rolling Stones, Ramones e Black Sabbath? Percebeu a falta de lógica?
O outro também ficou ruim, parece que forçou a barra para achar esse link.
Você foi o primeiro a colocar a foto de um personagem – muito bom – mas precisa identificar a pessoa. Quem é aquele cara? O ideal seria que depois do nome dele no texto, você escrevesse (foto). Isso resolveria o problema.
Título – nenhum problema em usar uma frase legal para chamar a atenção. Acontece que não achei essa frase no texto e também fiquei sem saber quem a pronunciou.
Ouviu boas fontes e conseguiu passar a idéia. Acredito que tem condições de fazer uma matéria muito melhor!

NOTA 6

5:52 PM  
Anonymous Anônimo said...

O comentário postado em nome de online 2006 foi de Renata Cury. Eder, pode deixar que serei mais clara qto ao meu comentário. Infelizmente agora estou no trabalho e esta corrido. Assim que chegar da faculdade escreverei para vc e amanhã terá um argumento completo, com justificativas e sugestões.

5:53 PM  
Anonymous Anônimo said...

Boa tarde Eder,

Como combinado, estou respondendo às suas observações sobre o meu comentário, mas antes gostaria de deixar bem claro que apenas dei a minha opinião como leitora e estudante de jornalismo. Não esqueça que temos muito a aprender nessa profissão e isso serve para todos; inclusive a mim. Quando temos que analisar algo que não é nosso, é complicado, pois temos interpretações e opiniões diferentes. Encontraremos muito disso quando estivermos trabalhando na redação de um jornal. Nem sempre escutaremos elogios e teremos que lidar com as críticas. Cabe a cada um, saber escutar (ou ler), processar, tirar o bom, armazenar, aprimorar e continuar.
Com relação ao seu texto, quando disse que “deixou a desejar” é porque acredito que faltou alguma coisa que deixasse o leitor mais interessado, ou melhor, atraído pelo assunto. Como já comentei, acho o tema interessante, mas a forma como estruturou o texto poderia ser diferente. Eu não deveria reescrever a matéria, pois ela é sua. Daí cabe a você pedir orientação ao nosso professor.
Sobre o “divulgar novas bandas”, sim, eu me dei conta de que ela não é nova, tanto que está na matéria: “... vale conferir a dica de quem tem uma banda solidificada há quatro anos – “Marquinho”, ex-Lince e atual Primitiva.” Disse isso pois quando citamos algo comercial, indiretamente fazemos uma divulgação. Eu não conheço a banda e esse comentário só indicou que agora, eu conheço. As matérias de cultura também apresentam grupos, bandas e artistas, que para alguns é novidade, mesmo que esteja a quatro anos no mercado. Mas também, encontramos matérias de bandas que entraram a pouco tempo no mercado.Estamos na mesma universidade há três anos e não é por isso que você deixa de ser novo para mim. Fique tranqüilo, pois entendi o sentido da matéria.
Por fim, os links. Eu gostei da sua iniciativa. Ampliou a matéria e a tornou dinâmica (mesmo com dois). Os interessados podem buscar mais informações. Só citei que a Wikipédia não é recomendada, e isso o nosso professor orientou, pois é um site que pode conter erros e informações não verdadeiras.
Bom é isso. Se tiver mais alguma dúvida com relação ao meu comentário, esclarecerei numa boa.

Abs

4:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oi Renata! brigadão.. gostei do seu comentário. Tirei um proveito legal dele. O negócio é esse mesmo, buscar melhorar sempre.. e não é com elogios que se consegue isso.

Boa sorte com a sua matéria.

abç

7:27 PM  

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