Brincar com bonecas não está mais na moda

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cada ano, mais jovens engravidam numa idade em que outras ainda dormem abraçadas com o ursinho de pelúcia. Casos extremos de meninas com dez e doze anos, que já freqüentam postos de saúde em busca de exames pré-natal, exemplificam o quanto a iniciação sexual está cada vez mais precoce.
Outro dado importante que o IBGE mostra é que desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%, o que corresponde, em números, a 700 mil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. A maioria dessas jovens, não tem condições financeiras e emocionais para assumir essa responsabilidade. Isso acontece em todas as classes sociais, mas principalmente em populações mais carentes pela falta de instrução e orientação. O medo da gravidez leva muitas adolescentes procurarem pelo aborto clandestino, que pode ocasionar esterilidade ou até mesmo morte.
A psicóloga Marisa Morales acredita que “a liberação da sexualidade, desinformação, precariedades das condições de vida e a influência dos meios de comunicação são os maiores responsáveis pelo aumento do número de adolescentes grávidas”.
O Centro de Saúde São Quirino, em Campinas, atende anualmente 180 gestantes. A coordenadora e enfermeira Nicéia de Cássia Aleixo Dias considera fundamental a orientação para as futuras mães. “A gravidez na adolescência é de alto risco. Daí a importância do pré-natal para evitar complicações. As gestantes têm em média seis consultas pré-agendadas, atendimento odontológico, imunização e exames de rotina. A maioria dos partos são realizados na Maternidade de Campinas e no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Após o recebimento da Declaração de Nascimento realizamos a visita domiciliar para avaliação e orientação”, afirma.
Como forma de conscientização e prevenção, organizações e institutos investem em campanhas de alerta, que oferecem informação sobre AIDS, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, além de reforçarem a importância do uso da camisinha, que possui distribuição gratuita em postos de saúde. Já as escolas municipais e públicas, são incentivadas a adquirir programas de capacitação aos professores para que orientem os alunos e falem abertamente sobre sexualidade.
Renata Cury

3 Comments:
A matéria da Renata aborda um tema que, apesar de não estar inserido mais no contexto da Idade Média e tempos antigos, ainda é visto com frequência, seja em jornais, seja es estatísticas, seja com o seu vizinho. A gravidez precoce, mesmo com o advento da camisinha e de todos os outros meios contraceptivos, é um problema da sociedade atual, que esbarra em falta de informação, falta de interesse, medo e ausência de orientação familiar, o que é incompreensível em tempos atuais. A matéria tem um objetivo de informar e conscientizar, alertando sobre os eventuais problemas e riscos da referida situação, assim como de métodos que podem amenizá-la, como o pré-natal. Os links também são muito interessantes na medida que informam e orientam ainda mais o leitor.
Comentário de Daniel Carvalho.
A matéria aborda um problema muito atual.
Com muitos dados,informações e estatísticas, deixa o leitor bem informado sobre esse grave problema enfrentado.
Outro ponto positivo foi ouvir várias fontes. O que deixa a matéria muito enriquecida.
E destaco também os vários links. Que complementam e ajudam a informar melhor o internauta.
E o título foi bem criativo.
Parabéns.
Comentário de DANIEL CARVALHO
Começou muito bem, mas o primeiro link deveria me levar exatamente na pesquisa do IBGE e não para a capa do site do IBGE – fiquei procurando um monte até chegar nessa informação. Os outros links ficaram legais.
Seu texto ficou muito bom. Claro, objetivo, gostoso de ler. Várias informações, fontes que esclarecem e acrescentam informações. O título ficou criativo e a foto completa a informação do título.
Não colocou link no seu nome.
NOTA: 9
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