quinta-feira, novembro 29, 2007

Sexualidade: ranços dos anos 60 continuam evidentes

O movimento dos anos 60, conhecido como “Sexo, Drogas e Rock’n roll”, trouxe transformações socioculturais para todo o mundo, principalmente no comportamento sexual. Mas, segundo o psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Joaquim Zailton Bueno Motta, autor de sete livros sobre sexualidade, as mudanças começaram algumas décadas antes.

O relatório Kinsey (Comportamento Sexual no Macho Humano, de Alfred C. Kinsey, 1948) estruturou um conjunto científico que passou a focalizar a sexualidade como assunto sério e essencial à qualidade de vida. No início do século 20, os trabalhos de Sigmund Freud já ensaiavam essa movimentação, sempre sugerida pelos filósofos Nietzsche e Sartre, que aspiravam pensamentos e condutas cada vez mais livres. Assim, começou a extraordinária Revolução Sexual dos anos 60”, explica Motta.

“Antes, o sexo era tratado apenas como meio de reprodução. A invenção da pílula anticoncepcional, no entanto, causou uma reviravolta no comportamento sexual dos ocidentais. Teve seu auge depois do festival de rock’n roll, conhecido como Woodstock, em 1969, com o movimento hippie, estudantil e com o avanço do feminismo. A repressão moral foi enfrentada, as mulheres saíram da postura passiva e cobraram o próprio erotismo, também queriam o orgasmo, antes, só cuidavam do prazer do homem” esclarece Motta.

Na opinião do sexólogo, os ranços daquele movimento são bem evidentes na sociedade. “Uma rave atual lembra um Woodstock daquela época. Nos pacientes, o conflito com o sexo casual e os compromissos afetivos seguem ocorrendo. Hoje, temos ondas moralistas alternando com fases liberadas, uns falando em abstinência até o casamento, virgindade, a maioria começando a vida sexual no início da adolescência. Os jovens dos anos 60, hoje sessentões, tiveram o grande reforço do Viagra e sucedâneos. Com isso, mantiveram o desempenho, não enfrentaram o problema da impotência que acontecia até o final do segundo milênio”, constata.


Luciane Nohama

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Luciane,

Gostei dessa pauta e do seu entrevistado. Ele com certeza é uma fonte de peso e fôlego para o assunto, e você deixa claro isso na apresentação do doutor. Texto muito esclarecedor.

O problema é que faltou um personagem. Alguém que tenha vivenciado tudo isso que o Dr. Joaquim Zailton Bueno Motta descreveu. Uma pessoa que tenha ido a Woodstock... um jovem dos anos 60, enfim.

O link escolhido foi terrível. Péssimo. Mandou seu leitor para outra matéria melhor que a sua. Uma matéria da Veja On Line. Isso é o mesmo que dizer para seu leitor:
pára de ler matéria e leia essa da Veja que é muito melhor que a minha. Foi isso que você disse para o leitor.

Poderia ter mandado o leitor para o trailer do filme estrelado por Liam Neeson (http://www.apple.com/trailers/fox_searchlight/kinsey/trailer) e aí sua matéria estaria muito melhor ilustrada e interessante.

Outro problema é que você usou as aspas seguidamente em todos os parágrafos. O ideal é alternar as aspas com um texto indireto em terceira pessoa.

Também desestimulo meus alunos a fazerem títulos com dois pontos. “Ranços da sexualidade dos anos 60 ainda estão evidentes” - seria direto e possui mais força. Só para pensar numa variação com as suas próprias palavras.

Bom (-)

Adauto Molck

9:44 PM  

Postar um comentário

<< Home