Sexualidade: ranços dos anos 60 continuam evidentes
O movimento dos anos 60, conhecido como “Sexo, Drogas e Rock’n roll”, trouxe transformações socioculturais para todo o mundo, principalmente no comportamento sexual. Mas, segundo o psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Joaquim Zailton Bueno Motta, autor de sete livros sobre sexualidade, as mudanças começaram algumas décadas antes.
“O relatório Kinsey (Comportamento Sexual no Macho Humano, de Alfred C. Kinsey, 1948) estruturou um conjunto científico que passou a focalizar a sexualidade como assunto sério e essencial à qualidade de vida. No início do século 20, os trabalhos de Sigmund Freud já ensaiavam essa movimentação, sempre sugerida pelos filósofos Nietzsche e Sartre, que aspiravam pensamentos e condutas cada vez mais livres. Assim, começou a extraordinária Revolução Sexual dos anos 60”, explica Motta.
“Antes, o sexo era tratado apenas como meio de reprodução. A invenção da pílula anticoncepcional, no entanto, causou uma reviravolta no comportamento sexual dos ocidentais. Teve seu auge depois do festival de rock’n roll, conhecido como Woodstock, em 1969, com o movimento hippie, estudantil e com o avanço do feminismo. A repressão moral foi enfrentada, as mulheres saíram da postura passiva e cobraram o próprio erotismo, também queriam o orgasmo, antes, só cuidavam do prazer do homem” esclarece Motta.
Na opinião do sexólogo, os ranços daquele movimento são bem evidentes na sociedade. “Uma rave atual lembra um Woodstock daquela época. Nos pacientes, o conflito com o sexo casual e os compromissos afetivos seguem ocorrendo. Hoje, temos ondas moralistas alternando com fases liberadas, uns falando em abstinência até o casamento, virgindade, a maioria começando a vida sexual no início da adolescência. Os jovens dos anos 60, hoje sessentões, tiveram o grande reforço do Viagra e sucedâneos. Com isso, mantiveram o desempenho, não enfrentaram o problema da impotência que acontecia até o final do segundo milênio”, constata.
Luciane Nohama
“O relatório Kinsey (Comportamento Sexual no Macho Humano, de Alfred C. Kinsey, 1948) estruturou um conjunto científico que passou a focalizar a sexualidade como assunto sério e essencial à qualidade de vida. No início do século 20, os trabalhos de Sigmund Freud já ensaiavam essa movimentação, sempre sugerida pelos filósofos Nietzsche e Sartre, que aspiravam pensamentos e condutas cada vez mais livres. Assim, começou a extraordinária Revolução Sexual dos anos 60”, explica Motta.
“Antes, o sexo era tratado apenas como meio de reprodução. A invenção da pílula anticoncepcional, no entanto, causou uma reviravolta no comportamento sexual dos ocidentais. Teve seu auge depois do festival de rock’n roll, conhecido como Woodstock, em 1969, com o movimento hippie, estudantil e com o avanço do feminismo. A repressão moral foi enfrentada, as mulheres saíram da postura passiva e cobraram o próprio erotismo, também queriam o orgasmo, antes, só cuidavam do prazer do homem” esclarece Motta.
Na opinião do sexólogo, os ranços daquele movimento são bem evidentes na sociedade. “Uma rave atual lembra um Woodstock daquela época. Nos pacientes, o conflito com o sexo casual e os compromissos afetivos seguem ocorrendo. Hoje, temos ondas moralistas alternando com fases liberadas, uns falando em abstinência até o casamento, virgindade, a maioria começando a vida sexual no início da adolescência. Os jovens dos anos 60, hoje sessentões, tiveram o grande reforço do Viagra e sucedâneos. Com isso, mantiveram o desempenho, não enfrentaram o problema da impotência que acontecia até o final do segundo milênio”, constata.
Luciane Nohama

1 Comments:
Luciane,
Gostei dessa pauta e do seu entrevistado. Ele com certeza é uma fonte de peso e fôlego para o assunto, e você deixa claro isso na apresentação do doutor. Texto muito esclarecedor.
O problema é que faltou um personagem. Alguém que tenha vivenciado tudo isso que o Dr. Joaquim Zailton Bueno Motta descreveu. Uma pessoa que tenha ido a Woodstock... um jovem dos anos 60, enfim.
O link escolhido foi terrível. Péssimo. Mandou seu leitor para outra matéria melhor que a sua. Uma matéria da Veja On Line. Isso é o mesmo que dizer para seu leitor:
pára de ler matéria e leia essa da Veja que é muito melhor que a minha. Foi isso que você disse para o leitor.
Poderia ter mandado o leitor para o trailer do filme estrelado por Liam Neeson (http://www.apple.com/trailers/fox_searchlight/kinsey/trailer) e aí sua matéria estaria muito melhor ilustrada e interessante.
Outro problema é que você usou as aspas seguidamente em todos os parágrafos. O ideal é alternar as aspas com um texto indireto em terceira pessoa.
Também desestimulo meus alunos a fazerem títulos com dois pontos. “Ranços da sexualidade dos anos 60 ainda estão evidentes” - seria direto e possui mais força. Só para pensar numa variação com as suas próprias palavras.
Bom (-)
Adauto Molck
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