Guitarristas Virtuais - Roniel Felipe
Solos, distorções, cabeças balancando freneticamente e pedidos de bis de uma platéia insandecida. Esses elementos típicos de grande show de Rock têm se tornado comuns nas salas e quartos do Brasil graças ao Guitar Hero, um simulador musical para o Playstation 2 e que cada vez mais tem conquistado novos roqueiros virtuais na terra do samba e do futebol.
O principal atrativo do jogo lançado em novembro do ano passado, e que recentemente ganhou uma nova versão, é uma guitarra plástica que simula as seis cordas do instrumento original, além da alavanca de trêmulo. Durante a partida, os movimentos exatos das notas são exibidos no televisor em conjunto com uma trilha sonora composta por clássicos de bandas como Kiss, Black Sabbath e Gun´s Roses, entre outros. Cabe ao "guitarista real" imitar os movimentos e entrar no clima de uma grande performance musical.
O auxiliar de produção Marco António Santos, 26, está entre milhares de brasileiros que se apaixonaram pelo estilo musical após conhecer o game produzido pela RedOctane ."Antes eu nem curtia Rock, era mais chegado em pagodão. De uns tempos pra cá, eu tenho ouvido muito Rock e até penso em comprar uma guitarra de verdade para aprender a fazer o que faço no jogo", afirma o jovem que dedica 6 horas semanais para o Guitar Hero.

Para os familiarizados com o estilo musical e apaixonados por videogames, a experiência é ainda mais prazerosa. O diagramador e arte-finalista, Maurício Chioro, 24, afirma que o país é um campo fértil para esse tipo de simulador. "O Brasil é um país eclético musicalmente. O povo parece que tem um tino músical, não importa o gênero. E o rock é algo que contagia, que emociona. É uma experiência quase inevitável e só não é guitarrista virtual aquele que possui uma aversão total ao rock/metal", completa.
Para Gabriel Marques Silva, 29, que se se empolgou logo da primeira vez que ouviu falar do simulador, o segredo do sucesso está na variedade musical apresentada. "Uma grande sacada é reunir os diversos estilos do Rock. Eu que curto Heavy Metal realizo um sonho de tocar Bark at The Moon solando como Randy Roads ao mesmo tempo. Acho uma delícia dedilhar como Billy Gibbons do ZZ Top. No final, acabo aprendendo a gostar de outros estilos", conclui o analista de suporte.

5 Comments:
Gostei da matéria, ela abordou algo novo para mim. Eu nunca sequer tinha ouvido de guitarristas virtuais e também gostei muito da foto. A única coisa que não me agradou na matéria foi o título, não é um título muito atrativo, ele poderia ser uma frase, estar na ordem direta e não apenas ser duas palavras.
Só pelo título eu deveria tirar metade da nota. Sem verbo, sem graça e ainda com seu nome. Roniel querido, isso não existe em lugar nenhum. Isso é querer ser mais importante que seu relato.
Sua sorte é que escreve bem. O lide é empolgante e o texto é gostoso e de leitura fácil e objetiva. Não ouviu ninguém de peso, mas ouviu mais de um usuário, e na verdade o que importa nessa matéria é a curiosidade da nova brincadeira – uma matéria comportamental. A foto é legal e os links foram precisamente colocados, e muito bem escolhidos. Ia te dar um nove, mas preciso tirar pelo menos mais um ponto daquele título infeliz.
NOTA: 8
O texto está muito bom e quanto ao título eu concordo com as observações da Simome e do prof. Adauto. E esse jogo é tão bom, mas tão bom, que converteu um pagodeiro. Brincadeirinha, brincadeirinha... Guitar Hero é divertido, gostoso de jogar e não enjoa nunca.
Legal saber que existe dedicação à música até mesmo em jogos de vídeogame. O assunto para mim foi novidade e para uma matéria comportamental o tema caiu muito bem, na minha opinião. Não notei que o Roniel tenha deixado o nome com link para o e-mail dele. Como ressaltou os outros comentaristas e perdoe-me pelo lugar comum, o título ainda "deixa a desejar". Um abraço Roniel. Interessante matéria.
Muito bacana a matéria, Ronelito. Mas pô, fio? Q título foi esse? ahhaha Prof Adauto foi bonzinho com vc. hahaha
Abraços!
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