O fim da era dos Cds
Por Priscila Virginio
A iniciativa da banda Radiohead traz, de novo, à tona a discussões sobre a crise do mercado fonográfico e a pirataria. A banda inglesa lançou seu último trabalho "In rainbows", através da internet. O ineditismo do fato é que o consumidor poderá pagar o valor que quiser pelo download das músicas.
No Brasil, a banda Olodum, para combater a pirataria, vai dispensar o CD e pretende lançar seus próximos trabalhos somente em seu site oficial. Já a banda mineira Pato Fú disponibilizou para compra as faixas do seu novo álbum “Daqui pro futuro”, e somente em agosto o CD irá para as lojas. Além dos cantores e bandas já consagrados, artistas em início de carreira também enxergam a internet um meio barato e eficiente na divulgação de seus trabalhos. O cantor paulista Betto Araújo no lançamento de seu primeiro álbum “Novidade” irá disponibilizar em seu site 30 segundos de cada faixa. Betto defende a gravação do CD, pois para ele o contato só com o arquivo digital pode desvalorizar o trabalho. “Gravar um exige muito tempo e dedicação. O artista quer mostrar seu trabalho por completo”, explica.
O músico Álamo Leonardo Schiapim Feitoza, integrante de duas bandas, a paulistana Maleducados e a Rusty Machine de Americana, acha que a divulgação de músicas na rede facilita o acesso do público e aumenta a presença nos shows. “Temos gente de muito longe que conhece a banda, e isso seria impossível para uma banda underground se não fosse a net”.
A venda de músicas pela internet é uma tendência que tem crescido ano a ano. Segundo ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) em sua última pesquisa foram baixados 420 milhões de faixas singles em 2005 em todo o mundo: mais do que o dobro da quantidade baixada em 2004 (156 milhões).
Para Álamo o Cd na forma física como conhecemos daqui a alguns anos pode se tornar um item para colecionadores. “Só vão comprar o Cd aqueles que querem realmente ter algo da banda, o encarte original, por exemplo”.
A iniciativa da banda Radiohead traz, de novo, à tona a discussões sobre a crise do mercado fonográfico e a pirataria. A banda inglesa lançou seu último trabalho "In rainbows", através da internet. O ineditismo do fato é que o consumidor poderá pagar o valor que quiser pelo download das músicas.
No Brasil, a banda Olodum, para combater a pirataria, vai dispensar o CD e pretende lançar seus próximos trabalhos somente em seu site oficial. Já a banda mineira Pato Fú disponibilizou para compra as faixas do seu novo álbum “Daqui pro futuro”, e somente em agosto o CD irá para as lojas. Além dos cantores e bandas já consagrados, artistas em início de carreira também enxergam a internet um meio barato e eficiente na divulgação de seus trabalhos. O cantor paulista Betto Araújo no lançamento de seu primeiro álbum “Novidade” irá disponibilizar em seu site 30 segundos de cada faixa. Betto defende a gravação do CD, pois para ele o contato só com o arquivo digital pode desvalorizar o trabalho. “Gravar um exige muito tempo e dedicação. O artista quer mostrar seu trabalho por completo”, explica.
O músico Álamo Leonardo Schiapim Feitoza, integrante de duas bandas, a paulistana Maleducados e a Rusty Machine de Americana, acha que a divulgação de músicas na rede facilita o acesso do público e aumenta a presença nos shows. “Temos gente de muito longe que conhece a banda, e isso seria impossível para uma banda underground se não fosse a net”.
A venda de músicas pela internet é uma tendência que tem crescido ano a ano. Segundo ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) em sua última pesquisa foram baixados 420 milhões de faixas singles em 2005 em todo o mundo: mais do que o dobro da quantidade baixada em 2004 (156 milhões).
Para Álamo o Cd na forma física como conhecemos daqui a alguns anos pode se tornar um item para colecionadores. “Só vão comprar o Cd aqueles que querem realmente ter algo da banda, o encarte original, por exemplo”.

3 Comments:
Priscila, achei muito legal sua matéria, mas acho que ficaria completa se tivesse ouvido pessoas que baixam músicas pela internet e saber por que elas fazem isso (rapidez, custo zero, comodidade, etc.).
Sua matéria mostra que o mercado fonográfico segue a tendência atual. Ou seja, vem atender a grande massa que deseja tudo de forma mais fácil e acessível, não se importando com a qualidade do produto. As músicas baixadas pela internet não têm a mesma sonoridade de um CD original. Assim como os MPs e os CDs piratas que deixam a desejar no quesito qualidade.
Luciane.
Priscila,
Seu título não tem verbo. Você escreve bem, seu texto flui. O links estão ok. Mas..., sempre o “mas”, o músico Álamo Leonardo Schiapim Feitoza não é nenhuma autoridade para decretar o fim do CD. Você joga nas costas dele uma responsabilidade muito grande. Ele agora é o profeta do fim do CD. Tudo bem que essa é a opinião dele, mas baseado em que ele disse isso? Estudo, pesquisa, mediunidade, visão? Percebe que você centrou toda sua matéria num foco, se não errôneo, no mínimo duvidoso? Ou seja, sua matéria não se sustenta só com essa fonte.
Regular
Adauto Molck
Pri, vc escreve bem! Realmente essa história de baixar música pela internet é uma tendência que só tende a crescer. Mas pelo menos eu conheço muuuuita gente que ainda prefere ter o CD original, com encarte legal e tudo mais. Não concordo com esse cara que diz que o CD pode se tornar um ítem de colecionador.
Bjs
Fernanda Callefo
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