segunda-feira, novembro 19, 2007

Alta de 726% na apreensão de drogas sintéticas em 2007

A PF (Polícia Federal) divulgou em novembro o boletim sobre a apreensão de drogas sintéticas, que cresceu 726% em 2007 com relação a 2006. As drogas mais apreendidas foram ecstasy e ácido lisérgico, o "LSD". Essas drogas são produzidas em laboratório, provenientes de metanfetaminas e alucinógenos.

O delegado titular da DISE de Campinas (Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes) Marcos Casseb alega que ainda não é claro para a Polícia onde as drogas sintéticas são produzidas e como são distribuídas. Sabe- se apenas que parte delas vem do exterior: Holanda, Alemanha, França.

Para Eduarda de Camargo, 25 anos, estudante de Turismo, que atuou na venda de drogas sintéticas por 1 ano, a compra e a logística desse tipo de droga é fácil, “Eu colocava porções de 50 comprimidos em cada bota, enquanto eu curtia uma festa também ganhava dinheiro, além de bancar meu próprio consumo. Em casa eu guardava em fundos falsos das gavetas. Cabe em qualquer bolsa pequena”.

Eduarda relata que entrou para ajudar um amigo, “É muito atrativo porque é um comprimido de meio centímetro de diâmetro que chega pronto, não tem que fazer nada, as pessoas vêm te procurar para comprar”. O custo de cada comprimido é de cerca de R$ 12,00 e vendido por R$ 40,00 em média.

Segundo Casseb é certo afirmar que as apreensões de sintéticas ocorrem majoritariamente em bairros de alto padrão e que os traficantes são rapazes de classe média, de 20 a 30 anos.

O técnico de manutenção Marcio Lima, 28 anos conta que freqüenta raves há 3 anos, “O público que vai em rave é de classe média, porque além do dinheiro do ingresso têm o consumo de bebidas e estacionamento. Não se gasta menos de R$ 100,00 num dia. Eu adoro rave, tomo bala, mas na medida certa.” Marcio completa que nunca vai deixar de ir às festas, que gosta de música eletrônica e atribui o preconceito a esse tipo de festa como fruto da ignorância.

Marcos Casseb concorda que o perfil do mercado consumidor, a geografia da cidade de Campinas, a falta de informações sobre a produção e distribuição, formam um cenário propício para o aumento desse tipo de narcotráfico e conseqüentemente o consumo dessas substâncias, principalmente em festas tipo rave que chegam a registrar concentrações de 10 mil pessoas.

Fabiana Oliveira

3 Comments:

Blogger Marcus Sousa said...

Olá Fabiana,
Gostei muito da sua matéria, principalmente pelo fato de você entrevistar pessoas que estão nas raves, que consomem (ou consumiram) as drogas, e abordar vários pontos de vista. Ficou uma coisa bem legal, interessante de ler, e bem realista.
Mas existem algumas observações que eu faço, e são elas:
- Os links que você colocou, exceto o do DISE, não são interessantes para que o internauta clique. Acredito eu que quem acessa o blog sabe o que é a Polícia Federal ou a Holanda. Além do mais, somente o link da Polícia Federal funciona. O do DISE leva para a página do DENARC (orgãos distintos), e o da Holanda simplesmente não funciona;
- Você aborda em várias partes do texto o depoimento do Marcos Casseb, e isso me deixou um pouco confuso. Seria mais interessante abordar a declaração dele em um parágrafo só;
- O título está sem verbo, e parece não ter sentido. A impressão que dá é que você tirou a frase pela metade, de dentro do texto.
- Algumas expressões do texto poderiam ser mais exemplificadas, como o termo "bala". Quem não conhece o mundo das raves, não entende o que o entrevistado fala.

Bom, é isso.
Abração.

9:18 PM  
Anonymous Anônimo said...

A DISE é uma divisão do DENARC, não são orgãos diferentes...

7:41 PM  
Anonymous Anônimo said...

Muito bom Fabiana,

Tirando o link na palavra Holanda, que não faz sentido e também não funciona, e alguns poucos erros de digitação, sua matéria ficou acima da média. Publicável, ao meu ver, em qualquer órgão de imprensa.
Parabéns!!!

Ótimo

Adauto Molck

5:51 PM  

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