O rock que o LSD inventou
Por Carolina Moreno
Nos anos 60, junto ao movimento hippie, surge inicialmente nos Estados Unidos o rock psicodélico. Caracterizado por melodias e letras místicas, muitas vezes descrevendo visões e alucinações, solos prolongados de guitarra e o abuso de efeitos sonoros especiais, este novo estilo de rock está estreitamente ligado ao uso de drogas, tais como maconha, mescalina e sobretudo o LSD. Inclusive os Beatles, em sua fase psicodélica, fazem menção à droga com a música Lucy in the Sky with Diamonds, cujas iniciais -destacadas em maiúsculo – formam LSD.
Esta inspiração através da utilização de drogas, segundo o colecionador de discos, proprietário do sebo Casarão, e comumente procurado por seu conhecimento musical, Gilberto Vieira de Almeida, “realmente é uma ligação estreita. Eu não digo que é um termo geral, mas, por baixo, 75% das pessoas psicodélicas cultuavam o LSD, que era a droga da época”, conta.
O músico e professor de guitarra Rogério Dias, 59 anos, que vivenciou o auge da psicodelia como guitarrista de algumas bandas influenciadas pelo estilo, diz “eu me lembro que na época costumávamos ouvir os discos de Jefferson Airplane, The Mamas and the Papas, Pink Floyd,Jimi Hendrix... e tomar ácido”. Afirma ainda “o barato era tocar sob o efeito das drogas. Isso era muito comum naquele momento, mesmo pras bandas de garagem como a minha”.
De acordo com o médico e psicanalista Prof. Dr. Cauby Salles a reação do LSD no sistema nervoso central se dá de forma acumulativa, competindo com as sinapses nervosas e ocupando o lugar das serotonina, dopamina e noradrenalina. As percepções de espaço e tempo, entre outras, ficam transformadas e o usuário passa a vivenciar fisicamente as sensações alucinógenas causadas pela droga. O efeito chega a durar de 12 a 15 horas, deixando no organismo alguns resíduos que podem torná-lo ativo a qualquer momento até mesmo de 24 a 50 horas depois do uso, o chamado Feedback negativo.
Além de se tentar recriar de algum modo as alucinações causadas pelos psicotrópicos na música, a estética das roupas e as ilustrações das capas dos discos também foram fortemente influenciadas pelas visões que o LSD proporcionava, sendo adotada a mistura de cores vibrantes que até hoje é diretamente relacionada a esse momento do rock.
Nos anos 60, junto ao movimento hippie, surge inicialmente nos Estados Unidos o rock psicodélico. Caracterizado por melodias e letras místicas, muitas vezes descrevendo visões e alucinações, solos prolongados de guitarra e o abuso de efeitos sonoros especiais, este novo estilo de rock está estreitamente ligado ao uso de drogas, tais como maconha, mescalina e sobretudo o LSD. Inclusive os Beatles, em sua fase psicodélica, fazem menção à droga com a música Lucy in the Sky with Diamonds, cujas iniciais -destacadas em maiúsculo – formam LSD.
Esta inspiração através da utilização de drogas, segundo o colecionador de discos, proprietário do sebo Casarão, e comumente procurado por seu conhecimento musical, Gilberto Vieira de Almeida, “realmente é uma ligação estreita. Eu não digo que é um termo geral, mas, por baixo, 75% das pessoas psicodélicas cultuavam o LSD, que era a droga da época”, conta.
O músico e professor de guitarra Rogério Dias, 59 anos, que vivenciou o auge da psicodelia como guitarrista de algumas bandas influenciadas pelo estilo, diz “eu me lembro que na época costumávamos ouvir os discos de Jefferson Airplane, The Mamas and the Papas, Pink Floyd,Jimi Hendrix... e tomar ácido”. Afirma ainda “o barato era tocar sob o efeito das drogas. Isso era muito comum naquele momento, mesmo pras bandas de garagem como a minha”.
De acordo com o médico e psicanalista Prof. Dr. Cauby Salles a reação do LSD no sistema nervoso central se dá de forma acumulativa, competindo com as sinapses nervosas e ocupando o lugar das serotonina, dopamina e noradrenalina. As percepções de espaço e tempo, entre outras, ficam transformadas e o usuário passa a vivenciar fisicamente as sensações alucinógenas causadas pela droga. O efeito chega a durar de 12 a 15 horas, deixando no organismo alguns resíduos que podem torná-lo ativo a qualquer momento até mesmo de 24 a 50 horas depois do uso, o chamado Feedback negativo.
Além de se tentar recriar de algum modo as alucinações causadas pelos psicotrópicos na música, a estética das roupas e as ilustrações das capas dos discos também foram fortemente influenciadas pelas visões que o LSD proporcionava, sendo adotada a mistura de cores vibrantes que até hoje é diretamente relacionada a esse momento do rock.

2 Comments:
Carolina, vamos por partes:
O texto poderia ser mais descontraído. Claro que o tema é sério e não poderia soar como apologia (e nisso você foi ótima). Não sei como eu faria (talvez abordasse de outra forma), mas penso que a maneira como as fontes foram colocadas determinou isso.
Fontes: O Rogério Dias daria uma ótima história, o que talvez deixasse o texto mais leve. Você colocou as fontes todas num bloco no meio do texto, que delimitou muito onde era repórter onde era fonte. Ex.: “o barato era tocar...” poderia estar sem aspas.
O médico arrasou. Esse lance do feedback negativo é muito sério. Tem gente que chega a ter isso anos depois da última dose da droga.
O Gilberto Vieira de Almeida, penso que não tenha sido uma boa escolha. Ou você deu a entender que ele também usava LSD (o que ele não disse, como o Rogério), ou ele viu isso acontecer muito de longe, o que não o torna “autoridade” para falar. Mas o que ele disse não ficou comprometido por isso, ficou legal.
Texto: Achei as frases um pouco longas. O primeiro parágrafo tem duas frases, a segunda ficou muito grande. Poderia ter dado o corte aqui "...e sobretudo o LSD, inclusive os Beatles...", por exemplo.
O quarto parágrafo está ótimo, por exemplo. As frases estão do tamanho ideal.
O tema é legal e você abordou com propriedade. O título é ótimo. Os links estavam funcionando, tudo beleza.
Abraço
Carolina,
Não, não, não. WIKIPÉDIA NÃO. Não aceito wikipédia como fonte jornalística. Leia meu comentário na Matéria da Amanda Martinelli, por favor.
Seu texto ficou blocado, quando o melhor é que seja alinhado a esquerda.
Tirando isso, todo o resto está perfeito. Materinha legal, curiosa, bem apurada e bem escrita – mas confesso que já esperava isso de você...
Bom
Adauto Molck
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