quinta-feira, novembro 08, 2007

Número de portadores do vírus HIV em Campinas aumentou

Em Campinas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 40% dos homens portadores do vírus HIV, são heterossexuais. Já entre as mulheres heterossexuais infectadas, esse número passou de 63% em 96 para 80 % em 2004. Segundo o assessor do Programa DST /AIDS em Campinas, Eli Fernandes, nos anos 80, a relação era de 40 casos de AIDS em homens de para cada caso em mulheres e atualmente, para cada caso em mulheres há dois casos em homens.

Eli Fernandes explicou que o Programa DST /AIDS atua no acompanhamento dos portadores do vírus HIV, desde o exame para detectar a doença até o tratamento. “Realizamos, ações, atividades de educação e comunicação para prevenção do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis”.

Na sede do Programa em Campinas, localizado na rua Regente Feijó, 637, no centro de Campinas, são realizados de100 a 200 testes de HIV mensalmente.
O exame é feito através de uma amostra de sangue colhida da pessoa e analisada em laboratório. É de graça, não é necessário se identificar e o resultado – confidencial e sigiloso – é entregue no prazo de sete a dez dias.

Se o resultado do exame for positivo, a pessoa começa o tratamento contra a AIDS e recebe o acompanhamento. De acordo com Eli, há cerca de 1500 pessoas em tratamento pelo Programa DST/AIDS. Em Campinas, há outras instituições que oferecem tratamento para a doença como a Universidade Estadual de Campinas, Unicamp e o Centro Corsini, que também mantém um abrigo para crianças que adolescentes que ficaram órfãs de pais aidéticos, o UAI , Unidade de Apoio Infantil.

Os Postos de Saúde distribuem preservativos gratuitamente. Francisco Carneiro, co-gerente do Posto De Saúde do Centro de Campinas, localizado na rua Barão De Jaguará, explica que para retirar o preservativo é necessário fazer um cadastro no posto de saúde com RG e comprovante de residência. “A maioria das pessoas que vêm retirar os preservativos são os pacientes cadastrados no posto e profissionais do sexo da região do Centro e arredores”.

Pamela Faustino

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Ok, Pamela

Uma boa matéria de serviço. O que você propôs no título, cumpriu no corpo da matéria. Ouviu pessoas importantes e resolveu a matéria de forma simples, direta e objetiva. Uso links muito bons, que melhoram o entendimento da matéria.
Faltou apenas ter ouvido uma pessoa HIV positivo para ele contar como foi a história dele. Contar histórias reais de pessoas reais. Isso humanizaria um pouco mais sua matéria.

Bom (+)

Adauto Molck

10:33 PM  
Anonymous Anônimo said...

Meu último comentário não saiu!

Pamela, eu gostei bastante da sua matéria! É importante sabermos que os portadores de HIV não tem um perfil pré-estabelecido, que como em Campinas, em muitos lugares o numero de mulheres heterosexuais com HIV tem aumentado!
Só tenho um comentário, acho que faltou falar dos motivos que fazem o numero de mulheres heterosexuais com HIV estar crescendo.

Bjs

10:45 AM  

Postar um comentário

<< Home