quarta-feira, novembro 07, 2007

Aumenta consumo de drogas entre adolescentes nas festas raves

Lugares afastados da cidade, ao som de música eletrônica, o uso excessivo de drogas e bebidas alcoólicas por adolescentes, se tornaram evidentes nas conhecidas festas raves. Dados apontados em pesquisas da Agência de drogas e crimes da ONU (UNODC) e da Universidade Unifesp apontam que somente no Brasil, o uso de substâncias ilícitas como: cocaína, ecstasy e maconha cresceram de 0,4% para 0,7% entre 15 e 64 anos e os adolescentes que antes começavam a consumir álcool com 15 anos hoje começam aos 13.

As drogas mais utilizadas nestas festas são: pequenos comprimidos, ecstasy, que causam sensações de desidratação, alucinações e disposição para os adolescentes ou jovens permanecerem em um ritmo interminável na balada. O uso destas drogas tomam proporções não somente nas capitais do Estado de São Paulo, mas também nas pequenas cidades do interior. Um exemplo são as festas realizadas por adolescentes em chácaras ou fazendas na cidade de Capivari, que acabam em brigas ou apreensão de drogas.

O adolescente C.H.M, 18, que completou sua maioridade há 14 dias, passa por cirurgias no maxilar, pois teve o mesmo quebrado ao se envolver em uma briga com seguranças dentro de uma festa rave, do clube da cidade vizinha.

“A festa tinha acabado de começar, eu estava bebendo com meus amigos, quando um sujeito começou a dar socos em meu rosto, só senti o primeiro soco que recebi, quando o meu nariz começou a sangrar, afirma o jovem. Para ele, quem vai a estas festas, não significa que todos usem drogas e que necessita delas para se divertir. E arremata: “Eu não uso drogas, e em todas as festas você pode encontrar drogas”.

A mãe do jovem que preferiu não se identificar afirma que não sabia que o filho iria para uma festa rave, pois saiu de casa falando ir a uma festa do clube. “Estou processando a direção do clube, os organizadores deste evento e o rapaz que bateu em meu filho. Este tipo de festa é ilegal, rola muita droga e adolescentes entram com muita facilidade nesses locais, pois não há fiscalização eficaz”.

De acordo com a psicóloga Andréa Baggio Amaral, a adolescência é tenra, quando eles se deparam com mecanismos capazes de revelar um outro existente em si, acreditam que este outro mundo o deixa mais reconhecido socialmente com: a perda da timidez, de limites. Os desafios tornam-se mais emocionantes, como é o exemplo das bebidas alcoólicas.

“Estas drogas causam riscos como: a exposição a doenças sexualmente transmissíveis, além de a adolescência ser a fase em que o cérebro tem mais condições para processar informações. Isso pode resultar em um adulto com menos habilidades intelectuais”, explica a psicóloga.

Paula Bragalda

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Paula, gostei muito da matéria, achei muito bem escrita, porém uma coisa não ficou clara pra mim: como é possível a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis através de drogas de rava (ecstasy).

Mas achei realmente muito bom.

Rodolfo Bosqueiro

10:30 AM  
Anonymous Anônimo said...

Achei o tema escolhido pela Paula bastante pertinente.

O tráfico de drogas tem aumentado muito no Brasil e no mundo, e são pequenos núcleos de vendas, principalmente frequentados por jovens de classe média/alta, que incentivam esse aumento.

As festas rave estão no auge, e não podemos ignorar a presença de traficantes nesses locais. E achei a matéria da Paula muito interessante nesse aspecto, pois além de apontar o consumo de drogas em festas rave, ela identificou que menores têm acesso a elas e o quão agravante isso é.

Parabéns Paula!!

4:59 PM  
Blogger Unknown said...

Boa matéria! Gostei da diversidade de fontes e entrevistas. E o tema é pertinente. Parabéns!
Fernanda Callefo

9:42 AM  
Anonymous Anônimo said...

Paula,

Você fez uma boa matéria. Conseguiu uma boa fonte que foi a pesquisa da UNODC. Fez um bom link na palavra ecstasy. O único problema que vejo é você muda de foco no meio da matéria. Você começa falando do aumento do consumo de droga e termina falando disso, mas no meio discorre sobre a agressão sofrida por um rapaz, pelo segurança do clube. Qual a ligação deste fato com as estatísticas apresentadas?
Se existiu, essa ligação não ficou clara.

A entrevista com a psicóloga ficou boa, mas no link ocorreu no mesmo erro da Catarina. Eu esperava entrar num site e o que abriu foi o e-mail da Andréa. Nesses casos é melhor deixa um recado no final de matéria. Contatos com a psicóloga fulana de tal pelo e-mail: fuluna@gmail.com.br

Bom

Adauto Molck

9:33 PM  

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