Dá para viver de rock em Campinas?
Fernanda Callefo
“Pagar o aluguel e sustentar os filhos é impossível só com dinheiro de couvert artístico. Mas dá para ajudar no orçamento da casa”. A afirmação do músico Reginaldo Maciel, 29, responde a pergunta acima. Viver só com o dinheiro de shows de rock em Campinas sem outra fonte de renda é muito difícil. O valor médio pago pela maioria das casas por apresentação varia de R$ 500 a R$ 800, divididos entre os integrantes das bandas. E quando o público é pequeno, o ganho dos músicos é menor ainda.
Junto com mais quatro integrantes, Maciel faz parte da banda Alkalinos, e já chegou a tocar em troca de lanches e bebidas. “Na maioria das vezes o valor que ganhamos com os shows paga nossas contas no bar. Mesmo quando tocamos em casa cheia, o cachê acaba ficando baixo porque temos que dividir entre nós. Sem contar os gastos com transporte e manutenção dos instrumentos”.
Jornalista em horário comercial e roqueiro nos tempos livres, Eduardo Godoi, integrante da banda Revenge Kiss Cover, concorda com Maciel, e diz que a música como fonte de renda, na maioria dos casos, é insuficiente para se manter. “Não dá pra viver de rock em Campinas, tanto que para mim e para os integrantes da minha banda, é um hobby que gostamos muito, já que cada um tem seu emprego fixo”.
O esquema de pagamento das bandas é semelhante nas casas de shows. Grande parte dos estabelecimentos paga aos músicos uma porcentagem do valor arrecadado na bilheteria. Outros aceitam bandas que cobram cachê fixo, e pagam algo em torno de R$ 2 mil. “Mas são poucas as bandas que são aceitas por esses bares, pois o lucro que eles receberiam na noite de apresentação, dependendo da programação da concorrência, do tempo e do tipo de música, não pagaria o valor do cachê”, explica Godoi.
O Woodstock Music Bar, no bairro Bonfim, paga 60% do valor da bilheteria às bandas. “É um preço justo, pois o bar também depende do dinheiro das entradas”, diz Reinaldo Silva, proprietário. No Hammer Rock Bar, localizado no Taquaral, o valor pago às bandas depende do público do dia. O proprietário, Miguel Caram, diz que os próprios músicos ajudam na divulgação do show. “Cada um traz seu público. Quanto mais pessoas, maior é o cachê”.
“Pagar o aluguel e sustentar os filhos é impossível só com dinheiro de couvert artístico. Mas dá para ajudar no orçamento da casa”. A afirmação do músico Reginaldo Maciel, 29, responde a pergunta acima. Viver só com o dinheiro de shows de rock em Campinas sem outra fonte de renda é muito difícil. O valor médio pago pela maioria das casas por apresentação varia de R$ 500 a R$ 800, divididos entre os integrantes das bandas. E quando o público é pequeno, o ganho dos músicos é menor ainda.
Junto com mais quatro integrantes, Maciel faz parte da banda Alkalinos, e já chegou a tocar em troca de lanches e bebidas. “Na maioria das vezes o valor que ganhamos com os shows paga nossas contas no bar. Mesmo quando tocamos em casa cheia, o cachê acaba ficando baixo porque temos que dividir entre nós. Sem contar os gastos com transporte e manutenção dos instrumentos”.
Jornalista em horário comercial e roqueiro nos tempos livres, Eduardo Godoi, integrante da banda Revenge Kiss Cover, concorda com Maciel, e diz que a música como fonte de renda, na maioria dos casos, é insuficiente para se manter. “Não dá pra viver de rock em Campinas, tanto que para mim e para os integrantes da minha banda, é um hobby que gostamos muito, já que cada um tem seu emprego fixo”.
O esquema de pagamento das bandas é semelhante nas casas de shows. Grande parte dos estabelecimentos paga aos músicos uma porcentagem do valor arrecadado na bilheteria. Outros aceitam bandas que cobram cachê fixo, e pagam algo em torno de R$ 2 mil. “Mas são poucas as bandas que são aceitas por esses bares, pois o lucro que eles receberiam na noite de apresentação, dependendo da programação da concorrência, do tempo e do tipo de música, não pagaria o valor do cachê”, explica Godoi.
O Woodstock Music Bar, no bairro Bonfim, paga 60% do valor da bilheteria às bandas. “É um preço justo, pois o bar também depende do dinheiro das entradas”, diz Reinaldo Silva, proprietário. No Hammer Rock Bar, localizado no Taquaral, o valor pago às bandas depende do público do dia. O proprietário, Miguel Caram, diz que os próprios músicos ajudam na divulgação do show. “Cada um traz seu público. Quanto mais pessoas, maior é o cachê”.

9 Comments:
Fernandinha,
conte as estrelinhas.
* * * * * * * * * *
Simples. Objetiva. Bem escrita. Uma delícia de ler.
Duas obsevações apenas: a interrogação no título que pode ser evitada. E o link no seu nome que não está funcionando.
Adauto Molck
bakana mesmo, parabéns!!
Fer, muito boa pauta, matéria bem escrita e os links nos fazem conhecer as bandas e os bares. Parabéns!
Fernanda, gosto muito do assunto e gostei particularmente do seu texto, objetivo e agradável. Parabéns!!!
Muito interessante a pauta Fer e nem preciso falar que a matéria está ótima!
Boa parceira de TCC! =p
Bjs
Parabéns Fernanda, a matéria está muito boa, e foi muito bom poder participar dela tbm, como entrevistado...
Beijão!!
É um orgulho para o Brasil ter talentos do nivel dessa jovem!! Matéria clara, objetiva e muito bem escrita!!
Estou na Australia, do outro lado do mundo, e nessas horas realmente me orgulho de ser brasileira!!
Parabéns Fernanda Callefo
Parabéns Peixe, está muito bem escrita e gostei muito da matéria.
Beijão.
Grow.
Parabéns Fer!!!!
Seu texto está muito bom, como disse o Adauto, uma delícia de ler.
Muito legal você ter mostrado os dois lados, quem consegue viver de rock em Campinas e quem não consegue.
É isso aí jornalista, está no caminho certo!!!!!!!
Bjus
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