Discos raros são valorizados no mercado
Carmem Moraes
"Por serem raros, difíceis de encontrar, 99% dos LPs, desde que estejam em sua perfeita conservação, são mais caros que o correspondente em CD". Essa afirmação é de Rafael Alves de Oliveira, ou melhor, DJ Comédia, colecionador de vinil há cerca de três anos e apreciador de um "bolachão" clássico há muito mais. Luiz Carlos Sanajotti, proprietário de sebo Sapiente, localizado em Americana-SP, confirma que dependendo da raridade do disco o preço pode ser muito superior a uma edição moderna.
"Tenho algumas coisas de Led Zeppelin, Janis Joplin, Woodstock, coleciono também a linha nacional do MPB, Samba, Samba Rock, Gafieira e música de preto (sic) em geral", conta o DJ. O colecionador possui mais de 500 LPs, (abreviação para Long Play). "Pode ter muita gente com mais, mas existem LPs que custam R$ 1, como de novelas e coletâneas", ressalta. Comédia acrescenta que em breve pretende triplicar sua coleção.
De acordo com o DJ, um preço de um disco de vinil clássico varia de R$ 50 a R$ 200 cada. O mais valioso de sua coleção é o Tim Maia Racional 1, que vale R$ 300. Seu sonho de consumo seria o disco Waterfall de Paul McCartney. "É extremamente cobiçado, mas nunca achei para venda, não tenho nem idéia de quanto vale". "Tenho discos desde R$ 3,00 a R$ 150,00", conta Sanajotti. Este último valor se refere aos três primeiros discos da carreira de João Gilberto.
O DJ conta que existem alguns poucos e invejáveis colecionadores com discos estimados em até R$ 1500, como o de Jorge Ben, na época em que não havia o Jor, gravado no ao vivo no Japão. "É capaz que nem o próprio Jorge Ben saiba que existe mais de tão raro", brinca. O proprietário do sebo explica que existem algumas gravações que só podem ser encontradas em vinil. Este seria um dos fatores para a sobrevivência do disco e sua valorização.
Para possuir um vinil raro é preciso ter os relacionamentos certos. "No Rio de Janeiro ainda existe uma fábrica e no exterior se fabricam também, mas normalmente são 'promos' que acabam caindo na mão de DJs e colecionadores mais fanáticos e que tenham bons contatos", detalha Comédia. Seus principais fornecedores são os humildes sebos, Mercado Livre, e "contatos de pessoas das antigas que fornecem muita coisa rara". Sanajotti revela que amplia seu estoque comprando de pessoas interessadas em se desfazerem de “velharias”. O DJ é contra a fabricação de novos discos. "Por mais que voltem a fabricar, nada vai se comparar a ter um original de série", conclui.
"Por serem raros, difíceis de encontrar, 99% dos LPs, desde que estejam em sua perfeita conservação, são mais caros que o correspondente em CD". Essa afirmação é de Rafael Alves de Oliveira, ou melhor, DJ Comédia, colecionador de vinil há cerca de três anos e apreciador de um "bolachão" clássico há muito mais. Luiz Carlos Sanajotti, proprietário de sebo Sapiente, localizado em Americana-SP, confirma que dependendo da raridade do disco o preço pode ser muito superior a uma edição moderna.
"Tenho algumas coisas de Led Zeppelin, Janis Joplin, Woodstock, coleciono também a linha nacional do MPB, Samba, Samba Rock, Gafieira e música de preto (sic) em geral", conta o DJ. O colecionador possui mais de 500 LPs, (abreviação para Long Play). "Pode ter muita gente com mais, mas existem LPs que custam R$ 1, como de novelas e coletâneas", ressalta. Comédia acrescenta que em breve pretende triplicar sua coleção.
De acordo com o DJ, um preço de um disco de vinil clássico varia de R$ 50 a R$ 200 cada. O mais valioso de sua coleção é o Tim Maia Racional 1, que vale R$ 300. Seu sonho de consumo seria o disco Waterfall de Paul McCartney. "É extremamente cobiçado, mas nunca achei para venda, não tenho nem idéia de quanto vale". "Tenho discos desde R$ 3,00 a R$ 150,00", conta Sanajotti. Este último valor se refere aos três primeiros discos da carreira de João Gilberto.
O DJ conta que existem alguns poucos e invejáveis colecionadores com discos estimados em até R$ 1500, como o de Jorge Ben, na época em que não havia o Jor, gravado no ao vivo no Japão. "É capaz que nem o próprio Jorge Ben saiba que existe mais de tão raro", brinca. O proprietário do sebo explica que existem algumas gravações que só podem ser encontradas em vinil. Este seria um dos fatores para a sobrevivência do disco e sua valorização.
Para possuir um vinil raro é preciso ter os relacionamentos certos. "No Rio de Janeiro ainda existe uma fábrica e no exterior se fabricam também, mas normalmente são 'promos' que acabam caindo na mão de DJs e colecionadores mais fanáticos e que tenham bons contatos", detalha Comédia. Seus principais fornecedores são os humildes sebos, Mercado Livre, e "contatos de pessoas das antigas que fornecem muita coisa rara". Sanajotti revela que amplia seu estoque comprando de pessoas interessadas em se desfazerem de “velharias”. O DJ é contra a fabricação de novos discos. "Por mais que voltem a fabricar, nada vai se comparar a ter um original de série", conclui.

2 Comments:
Carmelita,
Como sempre seu texto está muito gostoso de ler, flui bem e prende a atenção até o fim.
Gostei do tema e me informei (o suficiente pelo tamanho da matéria) sobre o assunto.
Só senti falta de mais entrevistados, alguma coleção diferenciada, mais específica ou até mesmo um dos artistas que são motivos de coleção!
Do restante, Parabéns!!!
Aluninha Carmem,
Uma matéria muito legal foi o que você fez. Escrita de uma forma leve e deixando claro esse seus estilo irreverente nato. Links funcionando. Eu particularmente gostei muito do tema, pois ainda tenho discos de vinil e ainda os ouço com uma certa freqüência – velho tem cada mania, não é?
O único ponto negativo é que você foge do tema rock. Você deveria ter direcionado suas entrevistas para o tema do blog. Um link para o site do Jorge Ben não é muito indicado para o blog que quer falar principalmente de rock, concorda?
Uma delícia ler sua matéria.
Ótimo (-)
Adauto Molck
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