terça-feira, novembro 13, 2007

Os tempos mudam e as preocupações continuam

Por Karine Massacani

Sai e entra década, os costumes se transformam e fica a ligeira sensação de que a preocupação dos progenitores mudou, mas a verdade é que se passam os anos e estão lá as drogas e o sexo para tirar o sono de qualquer pai. “Agora há um destaque maior para as drogas, mas se no tempo de seus avôs quem ficava grávida antes do casamento era marginalizada, hoje ainda há essa reação” afirma Dra. Valéria Agguilar Castro, psicóloga de adolescentes há 25 anos.

Segundo o IBGE, nos últimos 10 anos o número de meninas entre 15 e 17 anos grávidas, passou de 6,9% para 7,6%. Pode parecer um pequeno aumento para uma década, mas a facilidade do acesso as informações, transforma esse dado em um problema. Outro número interessante, das estatísticas do IBGE de 2003, revela que 99% dos consumidores declarados de drogas, no Brasil, são do sexo masculino.

Rosely Cardoso, professora de Educação Física é mãe de uma garota de 15 anos e um rapaz de 17, ela afirma: “a preocupação com os dois para mim é a mesma, mas vemos que geralmente os pais de meninas se preocupam mais com a questão da sexualidade e o de meninos com as drogas”. A Dra. Valéria justifica que existe essa diferença porque a mentalidade machista ainda não se extinguiu na sociedade “os pais querem preservar as filhas e ainda acham que elas não devem ter relações sexuais antes do casamento”.

Contudo é quase uma unânimidade que a maior preocupação de hoje é com as drogas. “Me preocupo principalmente com as drogas, nisso eles podem ir até perder a vida”, declara Rosely. Bruno Gâmbaro, estudante de jornalismo e pai de João, de 12 dias, concorda “Vou ter um diálogo aberto com ele quando crescer, e sem dúvida vou ter uma atenção especial com as drogas, quero que ele tenha outras experiências”.

“Tanto a gravidez, as doenças sexualmente transmissíveis como às drogas me assustam, mas eu confio na educação que estou dando” é o que destaca Pamela Faustino, mãe de Sara de 9 anos. Contudo nem sempre a boa educação basta, “Tecnicamente um adolescente que vive numa família que dá amor, afeto e educação, está menos sujeito as armadilhas das drogas, mas os pais não devem esquecer que hoje os vínculos com os grupos sociais é muito forte e pode influenciar” enfatiza Valéria Costa.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Boa Noite Ká...
Gostei muito do que você fez.
Uma nova abordagem para dois assuntos tão discutidos.
Achei bom você escolher pais com filhos de diferentes idades.
Achei interessante, um texto descontraido mas acho que devia ter menos fala das fontes.
Um gde Bjo e até amanhã...

10:23 PM  
Anonymous Anônimo said...

Muito bem senhorita Karine,

Dessa forma deixas teu professor orgulhoso de ti. Uma pauta aparentemente simples e singela que você desenvolveu muito bem. Você fez tudo direitinho Karine. Ouviu boas fontes (trabalho de campo), usou informações do IBGE (pesquisa), usou links que enriquecem seu texto (hipertexto).

Além do meu sorriso agradecido, um ótimo.

Adauto Molck

4:54 PM  

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