sexta-feira, novembro 16, 2007

Independência que leva à dependência

Suellen de Oliveira

Uma opção de fuga da realidade, mesmo que por instantes, as drogas oferecem a sensação de independência. A adolescência, fase de conflitos, amadurecimento emocional e físico, onde o individuo busca atenção e se envolve com novos grupos, por medo de não ser aceito, se submete às vontades do grupo, e acaba se envolvendo com as drogas. P.A.Z. uma jovem que por curiosidade, aos 15 anos, com amigos de escola, começou a usar maconha e iniciou novos rumos de sua vida, comenta que hoje já nem lembra quais eram seus sonhos.

A perda da mãe aos 07 anos, trouxe momentos difíceis em sua vida, má convivência familiar e conflitos com sua madrasta. Essa carência fez com P.A.Z. buscar confiança com os amigos, os quais hoje ela não considera, pois conta que se fossem amigos não levariam a um mundo sem volta. Segundo Dr. Sander Cavalcante de Albuquerque, psicólogo e especialista em saúde mental na CAPS AD do Candido Ferreira, os motivos que levam um individuo a iniciar a dependência química são a miséria social, a falta de perspectiva de vida e a falta de limites, jovens que acreditam que essa é uma maneira de enfrentar os problemas, alguns desses com pais também dependentes.

P.A.Z.foi mãe aos 18 anos, passou a morar com uma tia e a usar além da maconha, cocaína e crack. Só foi buscar ajuda quando entrava em depressão na vontade de usar mais, não pensava na família, na filha nem no emprego, diz. Ao sair do tratamento teve uma recaída, e foi presa em flagrante de assalto à mão armada usando crack. Para Dr. Albuquerque, as recaídas são freqüentes, comenta que o individuo busca ajuda quando a situação está no seu limite, quando perdem o emprego, o namorado(a), e ao sair do tratamento sente-se confiante. Com as recaídas, se situam, refletem e buscam o que acham mais conveniente, comenta.

P.A.Z. permaneceu presa por dois anos, hoje aos 26 anos, a tia que a abrigou tem a guarda de sua filha. Ao cumprir sua condicional e passar por tratamento psicológico, assume que, às vezes, ainda usa maconha. Dr. Albuquerque ressalta que o tratamento precisa ter um sentido para o usuário, mantendo um vinculo entre ele e o terapeuta, para que as melhoras possam aparecer. Comenta ainda que ninguém pára forçado, tudo depende do sujeito, ao rever sua situação.

Atualmente P.A.Z. mora com a família de seu namorado, também dependente, mas que em uma discussão, há dois meses, acabou sendo agredido e teve traumatismo cefálico grave, está em recuperação, ainda não anda e está falando aos poucos. P.A.Z. está se dedicando ao tratamento dele e vê esse momento como uma lição aos dois, conta que hoje pensam em um futuro juntos, e com sua filha. “Ninguém nunca deve dizer nunca, mas ser forte, resistir e nunca querer experimentar, pois a vida é melhor, comenta P.A.Z. “O individuo deve perceber que a droga não vai melhorar nem construir nada. Há outras formas de prazeres na vida, às vezes, não tão instantâneo como a droga, possíveis e mais construtivos”, conclui Dr Albuquerque.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Sussu,

Me responda. Quem disse tudo isso? “Uma opção de fuga da realidade, mesmo que por instantes, as drogas oferecem a sensação de independência. A adolescência, fase de conflitos, amadurecimento emocional e físico, onde o individuo busca atenção e se envolve com novos grupos, por medo de não ser aceito, se submete às vontades do grupo, e acaba se envolvendo com as drogas.” Se quem disse isso foi sua fonte, o Dr. Albuquerque, então porque não deixa isso claro logo no lide? Ficou parecendo começo de redação de vestibular.

Seu texto tem frases longas, o que o deixa truncado. A leitura não flui vai aos socos... é preciso escrever frases claras e mais curtas.

Não escreva 07 anos. Zero antes só se for usar com vírgula. Além disso, numeral só depois do nove, lembra? “sete anos” é o correto.

Agora vamos falar bem... Ótima a pauta e a entrevista exclusiva – difícil conseguir que alguém assim fale. Ótima também a foto – show de bola. A vida da garota impressiona e você conseguiu captar isso. Os links foram quase todos bons. O que você colocou em “buscar ajuda” não ficou bom – seria preciso citar onde ela foi buscar ajuda e aí o link iria em Padre Haroldo.


Bom

Adauto Molck

10:35 PM  
Anonymous Anônimo said...

GOSTEI DA SUA MATERIA, POREM EU ACHEI Q VC ESPRESSOU SUA OPINIÃO NELA... MAS FICOU BOA PARABENS

3:57 AM  
Blogger Unknown said...

O texto é instigante. A sua fonte desperta curiosidade e você soube falar bem sobre ela, aliás soube tratar um assunto bem taxado de uma maneira interessante que não cansa pra quem está lendo! Parabéns Su, gostei e achei a foto belissíma!

5:34 PM  
Anonymous Anônimo said...

A matéria ficou maravilhosa, simples e objetiva, soube expressar seus sentimentos, e contar algo intimo de um ser. Parabens, esse é só o começo, fique atenta aos elogios e comentarios inesperados, pois esse é só o começo de muito sucesso...Que a inspiração sempre esteje contigo para que o sucesso seje concretizado em suas máterias.Parabéns que Deus Abençõe sempre essa sabedoria.

5:04 PM  

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