quarta-feira, novembro 14, 2007

Adolescentes iniciam vida sexual mais cedo

Priscilla Fidalgo

Segundo os resultados da pesquisa dos Indicadores Sociais 2007, feita pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a única faixa etária em que houve registro de crescimento na taxa de fecundidade foi entre os 15 e 17 anos. Isso reflete além, da precocidade do início da vida sexual entre os jovens, a falta de prevenção contra doenças e gravidez indesejada.

Bruna Castro Silva é uma adolescente de 17 anos que se encaixa nas estatísticas do IBGE. Ela espera, até dezembro, o nascimento de seu primeiro filho, fruto de uma relação com o seu atual namorado da mesma idade. Bruna revela que teve sua primeira relação sexual aos 16 anos, porque queria saber como que era. “Eu queria experimentar, mas não foi legal, não senti nada, a não ser a dor. Não teve paixão, magia, me senti um objeto”.

A psicóloga e coordenadora do curso de psicologia da UNIFAE,
Profª. Drª. Maria Helena Cirne de Toledo, explica como é o comportamento do brasileiro em relação a essa questão. Para ela, a mídia é o principal agente causadora desta precocidade. “A cultura brasileira banaliza o comportamento sexual precoce através de novelas e filmes, envolvendo protagonistas infanto-juvenis. E quando este cenário poderia se transformar num espaço de reflexão, ao contrário, se torna eficaz como estímulo, através da ‘glamourização’ das situações”.

Outra adolescente que se encaixa nas pesquisas do IBGE é Daiane de Oliveira Lima, ela tem 16 anos e já tem um filho de cinco meses. O início de sua vida sexual foi aos 14 anos com o atual namorado e pai de seu filho de 25 anos. Ela diz que sua primeira vez foi romântica e que depois da primeira vez eles passaram a transar todos os finais de semana.

Daiane e Bruna não acham que tenha uma idade certa para iniciar a vida sexual, para elas a menina deve se sentir preparada para tal atitude. Mas, um dos fatores que influenciou Bruna a iniciar sua vida sexual foi o medo de perder o ex-namorado, ela diz que não se sentia preparada, e achou que se transasse com o namorado conseguiria segurá-lo. “A gente namorou cinco meses e depois que transamos durou mais dois meses e eu terminei” conta.

Daiane conversou muito com o namorado sobre o assunto, pois sabia que por ele ser mais velho, o sexo seria inevitável, “a gente conversou, ele falou que gostava muito de mim e acabou rolando”.

A pesquisa do IBGE reflete também uma outra realidade: é também no início da vida sexual que os descuidos com a prevenção aumentam, causando uma gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis (DST´s). O Prof. Dr. Esequiel Laco Gonçalves, psicólogo e também docente da
UNIFAE, explica que “os jovens, fantasiam que o risco, acham que contrair uma doença ou ficar grávida só acontece com os outros, impedindo que possam adotar uma conduta de prevenção".

6 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Pequenina,

Matéria legal. Cumpre o que promete no título. Links funcionando. Mas o link no nome da psicóloga decepciona. Achei que abriria em um site dela. Quando for assim, no final da matéria você disponibiliza o e-mail da doutora. Assim: “Se quiserem entrar em contato com a psicóloga este é seu endereço de e-mail: fulana@fulano.com.br”.

Alguns erros fizeram suas frases ficarem confusas. Você precisa usar melhor a vírgula: “O início de sua vida sexual foi aos 14 anos com o atual namorado e pai de seu filho de 25 anos.”. Segundo você diz nesta frase, o filho de Daiane tem 25 anos!
No primeiro parágrafo existe um vírgula sem sentido: ” Isso reflete além, da precocidade do início da vida sexual entre os jovens, a falta de prevenção contra doenças e gravidez indesejada.”
Mais cuidado com a pontuação.

Bom (+)

Adauto Molck

6:05 PM  
Anonymous Anônimo said...

Olá Priscila

Eu gostei da sua matéria e, pelo que te conheço, acredito que tentou ser a mais imparcial possível, pois num assunto tão complicado como esse qualquer vírgula pode passar outra informação.
Neste texto você foi objetiva e direta apontando exemplos das crianças que engravidaram.
Este assunto sempre foi polêmico e também sempre foi um problema, tanto para os pais quanto para o governo.
A questão que eu poderia incluir na matéria para complementar seria a questão da Paternidade Responsável.
Porque?
O tema maternidade é um assunto que está sempre em discussão, diferentemente da paternidade que nã desperta tanta reflexão. E é quase impossível tratar os dois assuntos isoladamente.
Concluo te dando uma nota

(Muito Bom)

Diego Almeida

7:31 PM  
Anonymous Anônimo said...

Olá Priscilla Fidalgo,

Vou falar primeiro como uma simples leitora, e estando nesta posição, a minha opinião sobre a sua matéria é a seguinte: o assunto tratado é super atual, já que este problema vem preocupando a todos e sendo muito discutido. As entrevistas com as meninas que passaram por isso e com a psicóloga dão mais credibilidade e realidade ao assunto! O texto é de muito bom gosto, foi claro, objetivo, podendo ser entendido com facilidade.
Agora, falando como sua amiga de 14anos, estou muito orgulhosa de você. Que você continue sendo esta pessoa determinada, esforçada, inteligente que, como já podemos ver, você será uma grande Jornalista!
Muitos Beijos
da sua eterna admiradora e fã nº1

9:19 PM  
Anonymous Anônimo said...

"Sexo...tá...vai lá...vai ver que é pelas crianças!!!..mas quem essa besta pensa que é pra decidir?!?!..

depois, aprende por ai que nem eu aprendi. Tão distorcido que é uma sorte eu não ser um pervetido
"

axo q deu pra entender o recado né..

mto legal sua matéria!!!,..a galera não sabe o q é fazer uma festa hard e depois tem q arcar com as consequencias!!

=D
matéria explicativa e concientizadora

parabens

bjaumm

11:29 PM  
Anonymous Anônimo said...

Oi Pri,
Gostei muito da sua matéria, você falou de um tema bem atual e que por mais que se discuta, sempre há o que falar.
Ouviu várias fontes as explorou bem no texto.
Seu texto está muito bom.
PARABÉNS!!!!

7:19 PM  
Anonymous Anônimo said...

Priscilla Fidalgo,

a matéria está legal, bem escrita, mas qual é a novidade neste tema?

Será que tem alguém que achava que as pessoas estavam fazendo sexo após os 30? Exceto o caso do Andrey, que foi iniciado em meados da década de 70 (muita curtição, bebedeira, ninguém era de ninguém...); era uma outra época!

As coisas só tendem a piorar! O governo investe pouco em educação e planejamento familiar. Novelas e "reality shows" estimulam e fazem apologias ao sexo e os pais, omissos, pouco conseguem frear esse ímpeto juvenil.

Uma dica para quem quiser saber mais sobre como era tratada a gravidez na adolescência, nas décadas de 60 e 70, é "prosear" com Andrey Nicioli. Afinal, mesmo "desquitado", ele dá conta de cuidar dos 3 filhos que teve nesse período.

Um abraço!

6:50 PM  

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