quinta-feira, novembro 29, 2007

Sexualidade: ranços dos anos 60 continuam evidentes

O movimento dos anos 60, conhecido como “Sexo, Drogas e Rock’n roll”, trouxe transformações socioculturais para todo o mundo, principalmente no comportamento sexual. Mas, segundo o psiquiatra, psicoterapeuta e sexólogo Joaquim Zailton Bueno Motta, autor de sete livros sobre sexualidade, as mudanças começaram algumas décadas antes.

O relatório Kinsey (Comportamento Sexual no Macho Humano, de Alfred C. Kinsey, 1948) estruturou um conjunto científico que passou a focalizar a sexualidade como assunto sério e essencial à qualidade de vida. No início do século 20, os trabalhos de Sigmund Freud já ensaiavam essa movimentação, sempre sugerida pelos filósofos Nietzsche e Sartre, que aspiravam pensamentos e condutas cada vez mais livres. Assim, começou a extraordinária Revolução Sexual dos anos 60”, explica Motta.

“Antes, o sexo era tratado apenas como meio de reprodução. A invenção da pílula anticoncepcional, no entanto, causou uma reviravolta no comportamento sexual dos ocidentais. Teve seu auge depois do festival de rock’n roll, conhecido como Woodstock, em 1969, com o movimento hippie, estudantil e com o avanço do feminismo. A repressão moral foi enfrentada, as mulheres saíram da postura passiva e cobraram o próprio erotismo, também queriam o orgasmo, antes, só cuidavam do prazer do homem” esclarece Motta.

Na opinião do sexólogo, os ranços daquele movimento são bem evidentes na sociedade. “Uma rave atual lembra um Woodstock daquela época. Nos pacientes, o conflito com o sexo casual e os compromissos afetivos seguem ocorrendo. Hoje, temos ondas moralistas alternando com fases liberadas, uns falando em abstinência até o casamento, virgindade, a maioria começando a vida sexual no início da adolescência. Os jovens dos anos 60, hoje sessentões, tiveram o grande reforço do Viagra e sucedâneos. Com isso, mantiveram o desempenho, não enfrentaram o problema da impotência que acontecia até o final do segundo milênio”, constata.


Luciane Nohama

terça-feira, novembro 27, 2007

Amplificador é a alma do rock

Jimi Hendrix consagrou uma das mais importantes marcas do mundo

Por Danilo Sanches

O primeiro modelo de amplificador de alto ganho foi construído pelos ingleses Jim Marshall e Ken Bran. O modelo se chamava 1959, mas o ano era 1965. O aparelho, que tinha potência de 100 Watts, usava o sistema de válvulas, que além de manter um som mais claro, permitia maior potência na amplificação sem perda de qualidade sonora.

Quem se responsabilizou por divulgar a marca criada por Marshall, foi Jimi Hendrix. Sua biografia conta que ele chegou a utilizar outros amplificadores, mas que nenhum suportaria a força dos shows do Experience, banda que formou em 1966.

Leonidas Keiteris, proprietário de uma assistência técnica especializada em amplificadores
Marshall, diz que na época os Marshall eram equipamentos de ponta, por isso a preferência de Hendrix. As diferenciações entre as várias marcas, segundo ele, são de projeto eletrônico, e que cada empresa tem seu ajuste e característica de timbre. “O Marshall valvulado tem um timbre diferenciado e conseguiu atingir uma excelência em qualidade técnica”, diz.

A
Tubeamps, fábrica brasileira de amplificadores valvulados, explica que os tipos de amplificadores têm basicamente uma diferença: seus componentes ativos. Os amplificadores por transistores saturam-se com facilidade e geram distorções indesejáveis ao som original da guitarra, mesmo quando já se usa o efeito de distorção. Os valvulados mantêm a definição do som do instrumento, mesmo quando se utiliza efeitos. O único inconveniente dos valvulados é que funcionam melhor e têm maior vida útil, quando usados em altos volumes.

O guitarrista Rodrigo Souza observa que na época em que o modelo que Hendrix usava foi feito, os aparelhos eram feitos à mão, o que garantia qualidade superior aos feitos hoje, por produção em série. Completa ainda, que prefere amplificadores valvulados, mas da marca Laney. “Os Marshall que testei, começaram a dar problemas antes do Laney”, conta, apesar de ressaltar que os aparelhos que testou não eram os mais caros que a marca oferece.

Casas noturnas da região aderem à música sertaneja

Fernanda de Freitas Rodrigues Neves, estudante, mudou para Campinas há 3 anos e se espantou com o gosto musical dos campineiros. Acostumada em escutar músicas eletrônicas e por rock, Fernanda nunca imaginou que um dia pudesse gostar de música sertaneja. Isso mudou há mais de um ano, quando a estudante, convencida pelo namorado e por amigas, foi ao rodeio em Jaguariúna, próxima à Campinas. “Naquele dia, passei a amar musicas sertanejas, mas achava ruim ser uma vez só por ano”, disse Fernanda. Mas essa realidade mudou. Há alguns meses, casas noturnas que ofereciam em sua programação apenas musica eletrônica e pop rock aderiram à música sertaneja e criaram um dia oficial da semana voltada para o estilo.

A casa noturna Gold Street Bar incluiu em sua programação há um mês a Terça-feira Sertaneja, quando diferentes duplas do estilo musical animam a noite do local. Segundo proprietário do Gold, Carlos Guedes, a escolha por um dia voltado ao sertanejo se deu pela demanda que os freqüentadores da casa apontaram. “Vários clientes sugeriram que convidássemos cantores sertanejos. Acredito que é um hábito do campineiro ouvir musica desse estilo, já que vários rodeios da região trazem cantores conhecidos nacionalmente e divulgam a musica na cidade”, explica Guedes. A demanda pela música sertaneja na casa foi tão grande que no inicio de novembro a dupla Betto & Menon gravou seu primeiro DVD em show no Gold.

Dema Peruzzi, gerente do Farol da Barra, inaugurado há três meses também em Campinas, explica que desde a abertura da casa já pensava em deixar um dia reservado à música sertaneja. “Após um mês da inauguração já convidamos duplas sertanejas para tocarem na casa. E tem sido um sucesso! O Farol está sempre cheio”, enfatiza Peruzzi. O gerente também ressalta que o dia escolhido não é próximo ao final de semana, período em que normalmente as pessoas optam por curtir a noite. “Incluímos a musica sertaneja na terça-feira, um dia atípico de movimento intenso. Mas o público tem mostrado que esse estilo tem conquistado a simpatia do jovem e mesmo dos adultos quarentões que gostam de se divertir”, completa.

Música sertaneja no Brasil
No Brasil, chama-se musica sertaneja o estilo musical auto-proclamado herdeiro da musica caipira e da moda de viola que se caracterizava pela melodia simples e melancólica. Em 1910, através de Cornélio Pires foi feita uma mobilização de cantores e violeiros do interior, para demonstrações do público urbano. Já nas décadas de 30 e 40, Raul Torres, João Batista Pinto, Florêncio e João Pacífico criaram a música sertaneja, seguida por vários cantores e duplas. Nos últimos 20 anos, a musica sertaneja conseguiu ocupar um relevante espaço na musica popular brasileira, mantendo sempre a tradição do canto em duplas e está na agenda de vários brasileiros adeptos ao estilo musical.

Isabela D’Azevedo Leite

segunda-feira, novembro 26, 2007

Paternidade responsável tem até lei

Gravidez não é só um problema da mãe, mas também do pai. O tema maternidade é um assunto que sempre esteve em discussão, diferente da paternidade que não despertava tanto interesse, mas, é quase impossível tratar dos dois assuntos de maneira isolada.

Segundo os resultados do programa sócio educativo liderado pela doutora Albertina Duarte Takiuti que é professora de medicina da Unicamp e da USP, ginecologista e coordenadora do programa de saúde adolescente no estado de São Paulo, “somente no estado de São Paulo de 5% a 7% das crianças e jovens em idade escolar tem apenas o nome da mãe no registro de nascimento”.

O que muitos não sabem é que existe a lei de nº 8.560 de 1992, que regula o nascimento dos filhos fora do casamento. A lei diz: “Em nascimento de menor apenas com a maternidade estabelecida, o oficial remeterá ao juiz certidão integral do registro e o nome e prenome, profissão, identidade e residência do suposto pai, a fim de ser averiguada oficiosamente a procedência da alegação”.

O primeiro parágrafo da lei afirma: “O juiz, sempre que possível, ouvirá a mãe sobre a paternidade alegada e mandará, em qualquer caso, notificar o suposto pai, independente de seu estado civil para que se manifeste sobre a paternidade que lhe é atribuída”.

Mas de acordo com o resultado do projeto os cartórios não cumprem essa lei, “se essa função dos cartórios fosse executada, o número de crianças sem o nome do pai no registro seria menor”, conta Mariana Monteiro adolescente de 20 que ficou grávida aos 16 e não conhecia a lei, “se eu soubesse realmente teria forçado para colocar o nome dele no RG do meu filho, mas hoje ele já está com três anos. Não importa mais o nome do pai, sabe, nunca importou tanto”.

O sistema deveria funcionar assim: “A mãe vai ao cartório registrar um filho, é perguntado sobre o pai. O promotor seria chamado e convocaria o pai. Se ele reconhecesse, ótimo, senão, o promotor entraria com a investigação de paternidade. Um processo é montado e enviado ao juiz que o intima. Se a mãe nega o pai, é preciso que ela escreva no verso da Declaração de Registro Civil a recusa. A maioria não indica. Se necessário o teste, o processo demora mais. Se o pai faz o exame de DNA na abertura do processo, tudo se resolve em um ano, caso contrário o tempo dobra. Para acelerar, o exame pode ser feito por conta própria, mas custa em torno de mil reais”, informou o advogado Matheus Dias.

De acordo com os dados da ARPEN (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo), anualmente, em todo o mundo são cerca 14 milhões de mulheres entre 15 e 19 anos que se tornam mães. No Brasil são cerca de 270 mil nascimentos, de jovens brasileiras entre 10 e 19 anos. São Paulo contribui com cerca de 110 mil nascimentos.

Programa de computador simula efeitos de drogas


Rafael Melo

Já imaginou sentir os efeitos de drogas como maconha, heroína, antidepressivos sem sequer consumí-las? Esta é a proposta do I-doser, um software que emite ondas sonoras que interferem nas ondas cerebrais e são capazes de provocar efeitos alucinógenos nos usuários.

Para sentir os efeitos das drogas, o usuário é orientado pelo site a ouvir o som em fones de ouvido de boa qualidade, no escuro e em ambientes silenciosos. A nova mania foi desenvolvida nos Estados Unidos e, de acordo com o criador, não oferece riscos à saúde. As doses podem variar de cinco minutos a uma hora, mas em média têm 30 minutos. São comercializadas pelo site e o uso é limitado, no entanto cópias já vazaram pela rede.

O site I-doser não informa a quantidade de doses comercializadas, mas segundo as informações do site brasileiro de downloads Baixaki foram baixados mais de 60 mil cópias.

O estudante Ângelo Basso, de 25 anos, já experimentou algumas doses, mas disse que não sentiu efeito algum: “é só esse ruído mesmo, mas não faz nada, só te deixa com dor de cabeça. Parece rádio mal sintonizado”.

Não há pesquisas científicas específicas em relação à nova droga, no entanto especialistas sugerem cautela aos usuários. Segundo o psicólogo Jonas Feltrin, as reações podem variar de um usuário para o outro e o uso constante pode, sim, oferecer riscos. Para doses mais fortes ou longas, é aconselhável que usuário evite operar máquinas ou equipamentos pesados, bem como dirigir sob influência de uma dose do I-doser.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Clássicos do rock escondem-se nos sebos





Prateleiras e mais prateleiras, às vezes em amplos corredores ou pequenos cômodos, é assim que clássicos como Led Zeppelin, The Beatles, Elvis Presley, Raul Seixas e outros são acomodados nos sebos; unidades raras de discos de vinil desses artistas escondem-se nessas lojas. Mesmo com a praticidade de sites de venda na Internet, como Mercado Livre, quem é fã das bandas e músicos que fizeram história no cenário musical sabe que os sebos são uma saída para o reencontro com o som de seus ídolos.

O colecionador de
vinis e proprietário do Sebo Casarão, no centro de Campinas, Gilberto Vieira de Almeida acredita que muitas pessoas ainda preferem os vinis, pois, em bom estado e tocados num aparelho adequado, eles têm som de qualidade superior ao dos CDs. Para o comerciante, outra vantagem do vinil é o atrativo das capas. “A capa de um vinil é uma obra de arte, ao passo que o CD é uma coisa bem mais simples”, compara. Amante do rock, Giba, como é chamado pelos amigos, conta que em sua loja, cerca de 45% dos mil e quinhentos vinis disponíveis são de rock n’ roll; entre eles: cantores e bandas nacionais e internacionais e trilha sonora de filmes e novelas. “Os vinis de rock são muito procurados e os que têm maior rotatividade na loja. O tempo de permanência de um disco de rock dentro da loja chega a, no máximo, seis horas”, avalia.

No sebo Riva Rock Discos, também no Centro de Campinas, a situação não é diferente. Há sete anos com a loja, o proprietário Erivaldo Cardoso dos Santos conta que dos cerca de mil e seiscentos vinis que o sebo armazena, aproximadamente 70% são de rock. “Os mais procurados são os discos de grupos internacionais e das décadas de 70 e 80, mas também trabalhamos com metal e gótico”, avalia o comerciante.

De acordo com dados da ACIC – Associação Comercial e Industrial de Campinas – a cidade de Campinas conta com quinze sebos, mas nem todos comercializam discos de vinil. Por este motivo, muitas vezes colecionadores buscam a música em outros estabelecimentos. É o caso do publicitário Heitor dos Santos Bonfim, 24 anos, que mora na cidade. Colecionador de vinis há sete anos, Bonfim reúne quarenta discos; a maioria deles de metal e rock internacional, como da banda inglesa Black Sabbath, uma de suas preferidas. Para compor a coleção, alguns vinis ganhados, outros pegos com o pai, mas muitos deles comprados na Galeria do Rock em São Paulo. “A Galeria fica na Sé e é uma boa opção para encontrar artigos de música relacionados ao rock”, conta o jovem que não deixa de valorizar os sebos como uma excelente opção para encontrar seus discos e aumentar a coleção.

Texto e foto por Larissa Batista Silva






Programa de combate às drogas é destaque em Porangaba

Juliana Oliveira

Um programa que vem fazendo a diferença no combate às drogas na cidade de Porangaba, interior de São Paulo, é o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), que tem como objetivo educar crianças de 4ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, sobre as conseqüências que o uso de drogas pode causar.

O programa teve início em 2003, e entre os anos de 2005 e 2006 já foram formadas cerca de 400 crianças. O Policial Militar Edson Moura Machado, é o responsável pelo desenvolvimento do PROERD nas escolas da cidade. Machado está a dois anos no programa e diz que não é qualquer policial que pode ser instrutor do PROERD. “É preciso preencher um perfil que nem todos têm, não pode fumar ou ter vícios, tem que ser um bom exemplo para as crianças”, diz o policial.

O curso é realizado dentro da sala de aula, com o apoio do professor e por policiais militares devidamente treinados. Tem duração de dez semanas e ensina aos alunos técnicas de resistência à pressão de colegas e auxílio para as crianças dizerem não às drogas e a violência.

Alguns conceitos explorados pelo policial militar na sala de aula, é a auto-estima dos alunos, noções de civilidade e técnicas de autocontrole. Ele diz ainda, que a metodologia utilizada no programa é a construtivista, ou seja, a idéia é lançada aos alunos para fazer com que eles reflitam sobre o tema. “Ao tratarmos a auto-estima deles, é possível perceber a mudança no comportamento, o retorno é a participação dos alunos, a confiança que eles têm na autoridade do policial, muitas vezes sou conselheiro de alguns, que vêem até mim e relatam fatos ocorridos em suas casas” conclui.

Outro fator determinante no programa é a idade desses alunos, Machado diz que é entre os nove e doze anos que as crianças estão mais suscetíveis às drogas. “É nessa idade que os pais, professores e a sociedade devem ficar mais atentos, pois é a fase da experimentação, por isso temos que trabalhar desde cedo com as crianças”, diz o policial e também instrutor do PROERD.

Para a professora de inglês Alessandra Ferreira Pires, que participa das aulas durante o curso, o programa além de bom é muito criativo, pois estimula a participação dos alunos através de atividades desenvolvidas, como teatro, telejornal, cinema, entre outras. “O programa passa muita consciência, mostra os perigos da sociedade, os alunos gostam das atividades e até brigam para poder participar”, diz a professora.

O aluno Leonardo Gomes de Lima, da 6ª série, participou da última turma do PROERD da E.E. Aldo Angelini, e diz que gostava de tudo no curso. “O curso é legal, o policial ensina coisas boas pra gente, eu aprendi que nunca devo usar drogas e nem brigar com as pessoas”, diz o estudante. Lucas Gomes de Lima, hoje na 8ª série, foi aluno da 1ª turma do PROERD na cidade e diz que o curso é muito importante, pois há pais que não conversam com os filhos sobre drogas. “Meus pais nunca conversaram comigo sobre esse tema, o conhecimento que tenho sobre o assunto aprendi com o policial e em conversas com amigos”, desabafa.

O PROERD
A história do PROERD teve início após uma parceria entre o Departamento de Polícia de Los Angeles e o Distrito Escolar da cidade, recebendo o nome de D.A.R.E. (Drug Abuse Resistance Education). Da Califórnia o D.A.R.E. se expandiu para todos os Estados do país e para mais de quarenta países em todo o mundo. No Brasil, o programa foi implantado em 1992 e recebeu o nome de PROERD e hoje, além de São Paulo, já existe em outros Estados.

Atualmente o PROERD conta com três cursos: PROERD para 4ª e 6ª séries e PROERD para Pais, no qual os pais recebem orientações de como tratar o tema com seus filhos. Há também uma reivindicação de pais, professores e diretores de escola de todo o Brasil de incluir o curso na grade curricular do Ensino Fundamental. E segundo o policial militar Edson Moura Machado, o PROERD é o maior programa de combate às drogas do mundo.

O risco de tomar viagra

Por Luciana Ribeiro

O Viagra, remédio indicado para homens que tem disfunção erétil pode ser perigoso se administrado sem orientação. A pílula azul, fabricada pelo laboratório Pfizer, antes comprada apenas com receituário médico, pode ser adquirida por qualquer um.
Segundo a farmacêutica, Fernanda Cristina Faria, o fármaco tem sido o campeão de vendas entre jovens de 20 a 30 anos, que acreditam que a pílula vai prolongar a ereção.

Preocupado com o uso incorreto do medicamento o urologista, Daniel Araújo, faz um alerta “a conseqüência mais grave entre jovens usuários é a dependência psicológica, prejudicando a futura vida sexual”. O médico afirma ainda que nestes pacientes raramente ocorre o priapismo, ou seja, a manutenção da ereção por um tempo muito prolongado, o que leva a uma trombose nos vasos penianos.

Usuário do comprimido há um ano o empresário S.M de 63 anos diz “recuperar a auto estima é muito importante, porém se um dia for detectado problemas em meus exames, abro mão desse prazer, quero viver muito” afirma, porém o urologista adverte; o uso do medicamento principalmente em homens com idade avançada é perigoso, pois o ato sexual já é uma atividade cardiovascular intensa.
Segundo Dr. Daniel é necessário ser avaliado pelo médico para verificar os riscos em retomar a vida sexual. “O viagra associado a medicamentos cardíacos que possuem nitrato em sua fórmula, podem acarretar uma queda brusca na pressão arterial, e levar à falência cardíaca relata”.Toda triagem de problemas cardíacos deve ser realizada antes de iniciar o uso.

A vida sexual é um fator importante para o bem estar física e mental, a impotência é o grande vilão dos homens ao atingir a maturidade.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Led Zeppelin e o retorno legendário

Paixão, magia, muito Rock n’Roll e Blues, assim alguns fãs definem a música da banda inglesa Led Zeppelin. O grupo que marcou o cenário o rock mundial pela originalidade e as técnicas diferenciadas de tocar havia se separado em 1980 após a morte do baterista John Bonham, mas desde setembro deste ano vem anunciando o retorno da banda em um show exclusivo a ser realizado em Londres para um número restrito de 20 mil fãs. O show que seria realizado em 26 de novembro próximo foi adiado para o dia 10 dezembro em virtude de o guitarrista Jimmy Page ter fraturado um dedo.

O grupo formado por Jimmy Page (guitarra), Robert Plant (vocal) e John Paul Jones (orgão, piano, baixo, violões e bandolins) se apresentará com quase toda a composição original, sendo que na bateria Jason Bonham substituirá o pai John falecido devido ao sufocamento com o próprio vômito após ingerir 40 doses de vodka. O evento será realizado no O2 Arena em Londres e faz parte das homenagens ao fundador da Atlantic Records, Ahmet Ertegun. A venda dos ingressos ocorreu através de um leilão promovido pelo site Seatwave.com, que começou com o lance mínimo de aproximadamente R$ 9.000 (2.500 libras), mas os lances ultrapassaram os R$ 36.000 e mais 120 milhões de acessos pelo mundo.

O bancário Luiz Cláudio Rocha (38) – mais conhecido como Lula Zeppeliano, é o fundador do fã clube oficial da banda no Brasil, e mora no Rio de Janeiro. Lula traduz o Led Zeppelin como sendo o pai do Hard Rock, para ele o grupo se diferencia de outras bandas do gênero por nunca terem mudado a formação oficial mesmo no auge da carreira, como ocorreu com o Black Sabbath e Deep Purple. Lula irá ao show exclusivo com mais cinco amigos e diz que o evento é uma “reunião entre Page, Plant e Jones com a participação de Jason Bonhan, que substituirá o pai”. O
Zeppeliano Fã Clube, foi fundado em 12/10/1986 quando Lula e o amigo Sérgio Luis Amorim tiveram a idéia de juntarem suas paixões pelo Led Zeppelin e todo o material que tinham sobre o grupo. Em 1994, revolucionariam com a produção de fanzines coloridos e matérias escritas por eles mesmos, e não apenas cópias de textos já feitos, assim o guitarrista Jimmy Page em sua visita ao Brasil reconheceu o Zeppeliano como oficial ao assinar uma carta especial. Lula ainda complementa que o interesse pela banda surgiu quando ele chorou ao ouvir a canção “Stairway to Heaven” com apenas 5 anos de idade, porém ele define que foi um “um choro diferente, de uma nova e eterna emoção”.

O Zeppeliano Fã Clube promove eventos como shows de bandas de rock covers, churrascos e pequenas reuniões para os amantes do Led. e assim como os ingressos vendidos no leilão, parte a verba arrecadada nesses eventos é revertida para a ‘Action for Brazil’s Children Trust’, organização assistencial fundada pelo guitarrista Jimmy Page que trabalha com organizações parceiras sediadas no país, oferece apoio financeiro e desenvolve trabalhos sociais com crianças carentes no Brasil, principalmente através da arte. No site www.abctrust.org.uk é possível conhecer o trabalho da ‘ABC Trust’.

André Luís Dos Santos Medeiros (31), ginecologista /obstetra no Rio de Janeiro e é um dos 5 amigos que irá com Lula assistir ao show exclusivo do Led Zeppelin em Londres. Eles dividirão um apartamento na cidade e esperam ansiosos pelo evento. Para ele esta viagem será de longe a maior loucura que já fez pela paixão ao grupo, pois André encontrou no site de relacionamentos “orkut” uma das pessoas sorteadas no disputado leilão e fez uma proposta tentadora: ele pagaria as passagens dele de ida e volta pra Londres em troca do segundo ingresso. O rapaz aceitou de imediato e os “dois choraram como bebês” em plena às 2 horas da madrugada, conta o médico. André comenta que a admiração que sente pela banda Led Zeppelin iniciou quando ele tinha 14 anos de idade e ganhou sua primeira fita cassete do grupo do disco “Led Zeppelin IV”. Ele acredita que o mais impressiona e faz do conjunto um ícone do Heavy-Rock-Blues é que sempre foram uma banda “totalmente experimentalista. Já faziam o que se chama de world music há décadas”.

Em 2006 a banda recebeu o Prêmio Polar de Música, um dos mais prestigiosos do mundo, como melhor banda de rock de todos os tempos.

Luana Costa

Ecstasy, a droga que virou “moda” em festas raves

O esctasy droga relativamente nova e, diferentemente de drogas como a cocaína e a maconha, foi sintetizada pela primeira vez já neste século em 1912 em um laboratório alemão . Sua primeira utilidade foi medicinal, em sessões de psicoterapia, e como um inibidor de apetite. O ecstasy também pode ser conhecido com a "Pílula do Amor", já que aumenta a concentração de um neurotransmissor (substância responsável pela comunicação entre os neurônios) chamado serotonina. A serotonina está intimamente ligada às sensações amorosas.
“Hoje a droga virou mania em festas raves, e está aquecendo cada vez mais o mercado ilegal. São inúmeras as quantidades de esctasy e de outros tipos de drogas vendidas normalmente nessas festas”, disse o policial Rodolfo dos Santos Gomes, 27, que já apreendeu e autuou vários integrantes na entrada das festas.
“As festas raves virou o ponto de venda de drogas, elas são compradas normalmente, sem nenhuma fiscalização, com se fosse qualquer outra coisa, como uma bebida, por exemplo”, complementou Paulo José de Andrade, 21 anos, estudante de administração e freqüentador das festas.
A principal causa de óbitos dos consumidores da droga é o aumento da temperatura corpórea que ela provoca no usuário, pois causa um descontrole da pressão sanguínea, podendo provocar febres de até 42 graus, levando a uma intensa desidratação que pode causar a morte do usuário, podendo também provocar um choque cardiorrespiratório se associado a bebidas alcoólicas.

Cristiane Maria de Jesus

quarta-feira, novembro 21, 2007

"Pó dos anjos" não tem nada de celestial




Por Marina Fernandes

A expressão usada pode ser “Special K”, “Vitamina K” “Kit Kat” ou até “Pó dos Anjos”, mas se remetem a uma mesma substância: A Quetamina, nome genérico para um anestésico descoberto na década de 60 pelos laboratórios Parke & Davis e até hoje muito usado em gatos, cachorros, cavalos e até elefantes, entre outros animais, geralmente para realizar-se cirurgias. Não só em animais. Não só para cirurgias. Enquadrando-se na categoria “club drougs”, a Quetamina é também usada em festas e clubes como fonte de diversão.

Uma diversão que pode sair cara. De acordo com a médica veterinária Anna Graciela Oliveira dos Santos, a quetamina pode provocar convulsão, parada respiratória e até a morte “nós usamos a quetamina também em casos de eutanásia do animal” afirma, alertando sobre os riscos “quando usamos em cirurgia, é usado primeiro um sedativo, depois um pré-anestésico e depois entramos com a quetamina” diz, e ainda assim, afirma que a aplicação se dá aos poucos e que o retorno do animal pode demorar até 10 horas.

Conhecida também como “droga do estupro” pelo fato do usuário perder a consciência e até a memória, jovens ignoram os riscos e buscam na quetamina uma diversão “eu já usei umas cinco vezes, nunca me deu nada de ruim. Quando tem uma festa bacana a gente procura a droga pra levar” diz a estudante B.R.C, 23, no que se refere à busca da droga, ela só é conseguida se encomendada para laboratórios pelo veterinário e com registros e notas. Ou seja: a droga que chega até a mão de um usuário, só chegou até lá por que algum veterinário conseguiu. E essa é outra questão da droga, que, há algum tempo, virou objeto de tráfico gerando um possível mercado negro da substância.

“A gente consegue com um amigo. Colocamos no microondas para secar e aí é só cheirar. Eu já passei por uma péssima experiência com a quetamina, achei que estivesse morto” diz o publicitário L.C.C, 29, se referindo ao que é chamado de “k-hole”. Trata-se de uma reação do corpo à droga, em que o usuário sente como se tivesse morrido e não consegue se mexer. Alguns falam em sensação de junção a outros corpos e dizem perder a noção do que se passa ao redor. Essa experiência pode durar horas. “No animal, a substância faz perder a noção do ambiente” diz Graciela, e completa “a quetamina é tão complicada de ser usada que, se pudéssemos, escolheríamos apenas a anestesia inalatória, em que usamos uma outra substância que não a quetamina”.

A nova face do Rock

A cultura sexo drogas e rock and roll sempre esteve aliada a imagem de muitos de seus representantes do mundo rock, e deste modo quando se fala em rock and roll a idéia está quase sempre aliada ao uso de drogas, excentricidades e também ao sexo indiscriminado. Grandes músicos como: Janis joplin; Kurt Cobain; Jim Morrison; entre outros, fizeram a fama do rock aliada ao uso excessivo de entorpecentes.

Porem o músico profissional Bibo Bueno que atua a mais de 25 anos em bandas de rock, já tocou muitos anos na banda Radio Táxi, e atualmente participa da CIA Filarmônica Beatles, e também da banda Filhos de ninguém; ele acredita que o perfil dos roqueiros atuais mudou drasticamente. “hoje em dia as bandas que rock que estão realmente fazendo sucesso na mídia, são as bandas de rock estilo Hardcore adolescente, com tendências EMO, isso prova que a nova geração está ouvindo um rock diferente com letras e melodias que falam sobre o geralmente sobre o cotidiano das crianças e adolescentes, deste modo estes novos roqueiros agora fazem um estilo bem mais infantil”

O rock com certeza mudou muito seu foco ao longo dos anos, porém o músico e amante do bom e velho rock em roll, Saulo Silva, que também possuiu uma banda amadora chamada sangue no zoio www.sanguenozoio.gigafoto.com.br Saulo acredita em um outro foco sobre a nova face do rock: “ Sem duvida nenhuma o rock de hoje em dia está sendo representado por um monte de adolescentes pederastas que fazem um som horrível e ficam falando de amorzinho infante. Mas pessoas como eu que são apaixonadas pelo verdadeiro bom e velho rock and roll, nunca irão escutar esse novo estilo de rock pop que está tocando no radio toda hora, e além de nós não escutarmos nós sempre iremos ensinar aos nossos descendestes a apreciar a verdadeira musica”

A opinião das pessoas que conheceram o “verdadeiro rock and roll” é quase sempre a mesma, a comparação com o presente parece inevitável, mas por outro lado as pessoas que não viveram na época de ouro do rock, ou não tiveram muito contato com ela, estão mais acostumadas com o novo estilo de rock e gostam muito, como é o caso da pré-adolescente de 12 anos Natalia Ferrari nataliaferrarifuentes@hotmail.com “ rock para mim são boas bandas e artistas como: Simple Plan; Avril Lavigne; Pitty; tambem gosto do Chorão do Charlie Brow Jr. Ah... eu gosto deles porque eles são muito legais e sempre tocam na MTV então eles são bons”

Eduardo Bueno de Moraes

terça-feira, novembro 20, 2007

Na Raiz do estilo


Rockabilly: Definição norte-americana para o que chamaríamos aqui de “rock raiz”. Se na teoria fica fácil definir, na prática o importante é saber que graças á este subgênero rock n´rolll temos hoje muitas das melodias e sucessos que ocupam rádios no mundo todo. É como se o rockabilly fosse um grande mistura do Rythm´n Blues, do Country e do Western do início dos anos 50. Com ídolos como Elvis Presley e Jerry Lee Lewis, o estrondo todo começou com o controverso e picareta de plantão Bill Halley, vocalista da banda Bill Halley and The Comets. Em 1954, cansado da mesmice, Bill Halley improvisou uma batida e criou aquele que seria o primeiro rock á ser tocado: “Rock around the clocks”, que conquistou rapidamente os jovens americanos. Então, surge em cena aquele que seria o verdadeiro pai da explosão rock´n roll. Buddy Holly, com seu estilo certinho, cabelo de lado e óculos de aros grossos, parecia apenas um nerd tentando achar seu espaço. Parecia. Utilizando quase que somente o rockabilly em suas composições, espalhou o gênero pelo país e abriu espaço para que novos nomes pudessem surgir e gerar a grande massa “rocker” mundial que se alastrou por décadas á fio.Afinal, foi á partir daí que a batida agitada, composta por guitarras e contrabaixos acústicos iniciou um caminho que sempre esteve em alta.

Os fãs de rockabilly, em geral, não se contentam apenas em ouvir o som. A batida contagiante faz com que até os mais desligados músicos tentam tirar alguns acordes de clássicos como “Suspicious mind” ou “Black Water”. Essa, inclusive, a primeira música aprendida pelo analista de sistemas e músico nas horas vagas, Alexandre Pereira. “Fui criado nos Estados Unidos, onde moro hoje, numa vasta cultura musical. Meu pai não gostava de rock, dizia ser uma coisa barulhenta. Comecei a comprar discos escondidos e quando vim para o Brasil, com 20 anos, comprei minha primeira guitarra.”, conta. Baterista da banda Wild Winds, Alexandre passou esse gosto refinado pelo velho e bom rock n´roll para os filhos William e Alexandre, também músicos “Acho que é uma coisa que contagia de tal maneira que você quer dividir. Fico satisfeito pelos três seguirem o mesmo caminho.”, diz.

Melodia de pai para filho também foi o que levou a banda Empty Street á enveredar pelo rockabilly. “Lembro de ouvir desde pequenos Elvis Presley cantando e minha mãe toda encantada, meu pai elogiando. Desde então resolvi que queria parecer com ele.”, diz Arthur Malta, vocalista da banda. Com um bom tempo de carreira, afinal já são 7 anos juntos, Arthur diz que ele e seus colegas de banda até já tentaram tocar outras coisas, mas sempre se sentiam confortáveis com o rock. “Parece questão de gosto, mas quem é músico sabe, quando você se identifica com algo, flui melhor, você toca com a alma, tem mais conexão, vitalidade, você se encontra.”, comenta.

Rockabilly,exemplo de estilo que contagia. Mais que um subgênero do rock, praticamente o pai torto do rock que conhecemos, o estilo ocupa até hoje as prateleiras de todas as idades. Mais que uma forma de expressão, um recôndito agradável para quem gosta de letras realmente com conteúdo e melodias realmente agradáveis. Quer mais referências? Procure então por Carl Perkins, The Stray Cats ou Eddie Cochran. Quem sabe não será você o próximo á tirar a poeira da guitarra e sair por aí tocando por exemplo “Blue Suede Shoes”?
Patrícia Garcia